Até
o fim do ano, o antigo vapor São Salvador será
reformado e voltará a navegar pelas águas
do Rio São Francisco. A embarcação
servirá como uma "escola flutuante",
levando educação ambiental e cultura às
populações ribeirinhas de vários
municípios entre Pirapora (MG) e Juazeiro/Petrolina
(BA/PE). O barco (foto) será equipado com salas
de aula e um museu sobre a história do "Velho
Chico"integrando as ações do Programa
de Revitalização do Rio São Francisco.
Entre 1867 e as últimas décadas do Século
XX, a paisagem do baixo e médio São Francisco
foi marcada pela passagem constante de grandes embarcações,
transportando passageiros e cargas que movimentavam
o comércio da região. Movidas com caldeiras
a lenha, muitos desses "vapores" levavam em
sua proa carrancas, figuras usadas como decoração
e para espantar maus espíritos, auxiliando nas
viagens pelo rio.
Hoje,
permanecem navegáveis cerca de 1,5 mil quilômetros
do rio, principalmente entre Pirapora e Juazeiro, e
da cidade alagoana de Piranhas até a sua foz,
no limite entre Alagoas e Sergipe. As principais mercadorias
transportadas são cimento, sal, açúcar,
arroz, soja, manufaturas, madeira e gipsita (gesso mineral).
A circulação de passageiros ainda acontece
nas chamadas "gaiolas", equipadas com caldeiras
a lenha e usadas especialmente em viagens turísticas.
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