A
prova de abertura foi marcada pelo espetáculo
de imagens no litoral paraibano. Desde o meio
dia, mais de 50 kitesurfistas, atletas profissionais
e amadores, dividiram o espaço nas areias
de Tambaú aguardando pelos ventos ideais
para a largada. A saída da prova aconteceu
às14 horas.
O percurso original, que tinha uma extensão
de aproximadamente 20 quilômetros, foi reformulado
devido às condições de vento.
Ainda assim, o trajeto incluiu passagem dos competidores
pelas principais praias urbanas de João
Pessoa.
Mesmo valendo prêmios para os vencedores,
a regata “Iate Clube da Paraíba”
foi uma confraternização entre os
participantes, uma oportunidade de grandes nomes
internacionais correrem lado a lado de atletas
amadores.
Para dar apoio aos praticantes, dois jet skis
e uma lancha rápida acompanharam os kitesurfistas,
garantindo segurança ao evento.
O
Evento
O
evento acontece pelo quarto ano consecutivo no
país, sendo a primeira vez na Paraíba,
e recebe os melhores velejadores de kitesurf do
mundo. Além de trazer atletas, público
e imprensa de vários lugares do mundo,
a etapa também se destaca por ser a última
do campeonato mundial, trazendo toda a emoção
da decisão do título para João
Pessoa.
A escolha da capital paraibana pela Professional
Kite Riders Association (PKRA), entidade que coordena
o esporte mundialmente, levou em conta, além
do cenário natural deslumbrante, a promessa
de grandes emoções na competição,
pois nesta época do ano, o litoral paraibano
apresenta condições perfeitas de
ventos que possibilitam aos melhores atletas do
mundo a execução das mais radicais
manobras no mar e no ar.
A prova do SuperKite 2006 em João Pessoa
é a única etapa do mundial da categoria
na América do Sul. As outras provas são
realizadas nas Ilhas Margarita, Bélgica,
Portugal, República Dominicana, Alemanha,
Ilhas Canárias, Canadá e Tarifa.
UM
CAMPEONATO QUE AJUDA O TURISMO LOCAL
A
competição do Superkite 2006 em
João Pessoa é uma prova de que o
evento esportivo é hoje em dia o que melhor
se pode fazer para o desenvolvimento do Turismo,
fórmula já consagrada na maioria
dos países. Todas as etapas ganham grande
repercussão na mídia nacional e
internacional, divulgando extensamente o destino
turístico.
E o trade turístico local é o grande
beneficiado por este evento, pois durante dez
dias a cidade vive em função do
campeonato, sendo uma boa oportunidade de faturamento
para o comércio local. Além das
competições que acontecem durante
todo o dia, uma programação social
para confraternizar atletas e público do
evento movimenta bares e restaurantes da cidade.
Outra característica importante do evento
é que muitos atletas, principalmente os
estrangeiros, costumam permanecer, após
a competição, nas cidades onde acontecem
as etapas. Além de estimular novos praticantes
do kitesurf, este grupo costuma movimentar negócios
em hotéis, pousadas e em imóveis
para aluguel.
Para se ter uma idéia, nas etapas anteriores
realizadas em Fortaleza (CE), a movimentação
do evento garantia uma média de US$ 60
mil por dia injetados na economia local, ou cerca
de US$ 480 mil ao longo da semana. A rede hoteleira
também trabalha com uma ocupação
média de 250 apartamentos - cerca de 650
visitantes por dia.
SIM,
MAS O QUE O KITESURF?
Sobre
o Kitesurf, vou falar agora: “O kitesurf
nasceu na França, na década de 60,
mas há pouco tempo começou a se
popularizar. Hoje é o esporte radical náutico
que mais cresce no Brasil e no mundo. Quem entra
no esporte, se atrai pela sensação
de poder surfar e voar ao mesmo tempo, possibilitando
manobras impossíveis em outros esportes.
Com isso, o kite vem atraindo praticantes de esportes
semelhantes como surf, windsurf, wakeboard e vôo
livre, que buscam emoções simultâneas
no céu e no mar. A facilidade de transporte
do equipamento também é outro ponto
que vem atraindo novos adeptos.
No Brasil, o incremento do esporte pode ser medido
pelo acréscimo em torno de 300% no número
de praticantes no último ano em todo o
litoral brasileiro, mas, sobretudo, pelo crescimento
do número de competições
oficiais. Na Paraíba, o esporte também
vem crescendo. Além das escolinhas em diversas
regiões, em 2003 foi criada a Associação
de Kitesurf da Paraíba (AKP), em conformidade
com as normas da Federação Brasileira
de Vela e Motor (FBVM) e da Associação
Brasileira de Kitesurf (ABK). Neste ano, a AKP
realiza duas etapas que contaram pontos para o
ranking paraibano: a primeira foi realizada no
último final de semana de maio, nas ondas
do Mar do Macaco.
E
OS EQUIPAMENTOS?
O
equipamento do kitesurf é composto por
uma pipa feita com o mesmo material dos pára-quedas,
sustentada por quatro linhas (de 20 a 40 metros)
que ficam conectadas na barra de controle, ligada
ao cinto no corpo do atleta. A barra permite ao
praticante controlar a direção do
kite para realizar manobras. A prancha é
muito parecida com a de surf e têm alças
para fixar o pé e permitir as manobras.
O Superkite Brasil 2006 terá competições
nas categorias masculino e feminino, nas modalidades
Freestyle e boarder cross. Quanto maior a habilidade
técnica e criatividade para as manobras
mais radicais, maior a pontuação
do Freestyle. Já o boarder cross é
uma competição inédita no
Brasil, na qual é realizada uma corrida
com obstáculos de manobras obrigatórias
para os atletas, vencendo quem chegar na frente.
UM CAMPENATO DIVISOR DE AGUAS
"O Brasil inteiro oferece condições
para a prática do kitesurf, mas a constância
dos ventos no Nordeste facilita muito o esporte
na região", afirma Gercino Oliveira
Júnior, mais conhecido como The Hand, presidente
da AKP.
De acordo com ele, a Paraíba tem condições
climáticas ideais e se destaca como um
dos principais points do mundo para a prática
do esporte. “A Paraíba tem as melhores
e mais seguras praias urbanas do Brasil, isso
se dá pelas praias rasas, com vento maral
e os ventos alísios, os ventos mais constantes
do planeta”, explica The Hand.
Para ele, todo o litoral paraibano dispõe
de grandes pontos para a prática do kitesurf.
Ele destaca as praias de Acaú, Praia Azul,
Pitimbu e Barra de Gramame, Tambaú, Bessa,
Intermares, Camboinha, Lucena, Praia de Campina
e Coqueirinho do Norte.
HOJE
COMEÇA A PEGAR FOGO NA RAIA DO CABO BRANCO
As
provas principais do mundial, disputadas nas categorias
masculina e feminina, serão realizadas
entre os dias 22 a 24, quando serão apontados
os melhores do mundo no freestyle - modalidade
de habilidade técnica e precisão
nas manobras. Já no dia 24, o mundial encerra
com a prova na modalidade Boarder Cross. Trata-se
de uma nova tendência de estilo no esporte,
competição inédita no Brasil,
na qual é realizada uma corrida com obstáculos
de manobras obrigatórias para os atletas,
vencendo quem chegar na frente.
Aqui,
curtindo todas as belezas naturais do litoral
paraibano encontram-se atletas de mais de 30 países.
Muitos deles já vêm competindo desde
a primeira fase, que iniciou na Ilhas Margarita,
Bélgica, Portugal, República Dominicana,
Alemanha, Ilhas Canárias, Canadá,
Tarifa. Agora, com a grande final em João
Pessoa, eles buscam no SuperKite a consagração
máxima num dos esportes radicais náuticos
que mais crescem no planeta!
Bons
Ventos!!!
Ricardo
Dubeux |