Por Ricardo Dubeux- Direto de João Pessoa/PB.

Oi caros leitores estamos aqui em Joao Pessoa, onde esta acontecendo o SuperKite 2006, Campeonato Mundial de Kitesurf 2006, um esporte que ganha cada vez mais adeptos.

Mas antes de falar sobre o campeonato vamos posicionar você com relação a cidade que esta sediando o evento:João Pessoa, capital da Paraíba, que se consolida cada vez mais, como um importante destino no mapa do turismo de eventos esportivos de aventura. A mais recente conquista da cidade esta sendo a realização da etapa final do mundial de Kitesurf, o Superkite 2006, que acontece entre as praias de Tambaú e Cabo Branco, desde os dias 17, ode tivemos a abertura do evento com a realização da regata Long Distance “Iate Clube da Paraíba” de Kitesurf.

A regata Long Distance, marcou a abertura do Superkite Brasil 2006, etapa final do Campeonato Mundial de Kitesurf, promovido pela Professional Kite Riders Association (PKRA). Como prêmio, os ganhadores tiveram o direito de ingresso direto nas disputas das provas do Campeonato Mundial de Kitesurf.
Os velejadores Petrônio Viana (PE) e Hendson Van Enrik (Ilhas Virgens) foram os vencedores da regata Long Distance , deixando o terceiro lugar para o anfitrião Wilson Júnior (Bodete).Entre as mulheres, a velejadora paraibana Naiara Licarião chegou em primeiro seguida pela americana Clarissa Hempel. Os primeiros colocados na regata também dividiram US$ 1.000,00 em prêmios.


 



 



 
 
   

A prova de abertura foi marcada pelo espetáculo de imagens no litoral paraibano. Desde o meio dia, mais de 50 kitesurfistas, atletas profissionais e amadores, dividiram o espaço nas areias de Tambaú aguardando pelos ventos ideais para a largada. A saída da prova aconteceu às14 horas.
O percurso original, que tinha uma extensão de aproximadamente 20 quilômetros, foi reformulado devido às condições de vento. Ainda assim, o trajeto incluiu passagem dos competidores pelas principais praias urbanas de João Pessoa.
Mesmo valendo prêmios para os vencedores, a regata “Iate Clube da Paraíba” foi uma confraternização entre os participantes, uma oportunidade de grandes nomes internacionais correrem lado a lado de atletas amadores.
Para dar apoio aos praticantes, dois jet skis e uma lancha rápida acompanharam os kitesurfistas, garantindo segurança ao evento.

O Evento

O evento acontece pelo quarto ano consecutivo no país, sendo a primeira vez na Paraíba, e recebe os melhores velejadores de kitesurf do mundo. Além de trazer atletas, público e imprensa de vários lugares do mundo, a etapa também se destaca por ser a última do campeonato mundial, trazendo toda a emoção da decisão do título para João Pessoa.
A escolha da capital paraibana pela Professional Kite Riders Association (PKRA), entidade que coordena o esporte mundialmente, levou em conta, além do cenário natural deslumbrante, a promessa de grandes emoções na competição, pois nesta época do ano, o litoral paraibano apresenta condições perfeitas de ventos que possibilitam aos melhores atletas do mundo a execução das mais radicais manobras no mar e no ar.
A prova do SuperKite 2006 em João Pessoa é a única etapa do mundial da categoria na América do Sul. As outras provas são realizadas nas Ilhas Margarita, Bélgica, Portugal, República Dominicana, Alemanha, Ilhas Canárias, Canadá e Tarifa.

UM CAMPEONATO QUE AJUDA O TURISMO LOCAL

A competição do Superkite 2006 em João Pessoa é uma prova de que o evento esportivo é hoje em dia o que melhor se pode fazer para o desenvolvimento do Turismo, fórmula já consagrada na maioria dos países. Todas as etapas ganham grande repercussão na mídia nacional e internacional, divulgando extensamente o destino turístico.
E o trade turístico local é o grande beneficiado por este evento, pois durante dez dias a cidade vive em função do campeonato, sendo uma boa oportunidade de faturamento para o comércio local. Além das competições que acontecem durante todo o dia, uma programação social para confraternizar atletas e público do evento movimenta bares e restaurantes da cidade.
Outra característica importante do evento é que muitos atletas, principalmente os estrangeiros, costumam permanecer, após a competição, nas cidades onde acontecem as etapas. Além de estimular novos praticantes do kitesurf, este grupo costuma movimentar negócios em hotéis, pousadas e em imóveis para aluguel.
Para se ter uma idéia, nas etapas anteriores realizadas em Fortaleza (CE), a movimentação do evento garantia uma média de US$ 60 mil por dia injetados na economia local, ou cerca de US$ 480 mil ao longo da semana. A rede hoteleira também trabalha com uma ocupação média de 250 apartamentos - cerca de 650 visitantes por dia.

SIM, MAS O QUE O KITESURF?

Sobre o Kitesurf, vou falar agora: “O kitesurf nasceu na França, na década de 60, mas há pouco tempo começou a se popularizar. Hoje é o esporte radical náutico que mais cresce no Brasil e no mundo. Quem entra no esporte, se atrai pela sensação de poder surfar e voar ao mesmo tempo, possibilitando manobras impossíveis em outros esportes. Com isso, o kite vem atraindo praticantes de esportes semelhantes como surf, windsurf, wakeboard e vôo livre, que buscam emoções simultâneas no céu e no mar. A facilidade de transporte do equipamento também é outro ponto que vem atraindo novos adeptos.
No Brasil, o incremento do esporte pode ser medido pelo acréscimo em torno de 300% no número de praticantes no último ano em todo o litoral brasileiro, mas, sobretudo, pelo crescimento do número de competições oficiais. Na Paraíba, o esporte também vem crescendo. Além das escolinhas em diversas regiões, em 2003 foi criada a Associação de Kitesurf da Paraíba (AKP), em conformidade com as normas da Federação Brasileira de Vela e Motor (FBVM) e da Associação Brasileira de Kitesurf (ABK). Neste ano, a AKP realiza duas etapas que contaram pontos para o ranking paraibano: a primeira foi realizada no último final de semana de maio, nas ondas do Mar do Macaco.

E OS EQUIPAMENTOS?

O equipamento do kitesurf é composto por uma pipa feita com o mesmo material dos pára-quedas, sustentada por quatro linhas (de 20 a 40 metros) que ficam conectadas na barra de controle, ligada ao cinto no corpo do atleta. A barra permite ao praticante controlar a direção do kite para realizar manobras. A prancha é muito parecida com a de surf e têm alças para fixar o pé e permitir as manobras.
O Superkite Brasil 2006 terá competições nas categorias masculino e feminino, nas modalidades Freestyle e boarder cross. Quanto maior a habilidade técnica e criatividade para as manobras mais radicais, maior a pontuação do Freestyle. Já o boarder cross é uma competição inédita no Brasil, na qual é realizada uma corrida com obstáculos de manobras obrigatórias para os atletas, vencendo quem chegar na frente.
UM CAMPENATO DIVISOR DE AGUAS
"O Brasil inteiro oferece condições para a prática do kitesurf, mas a constância dos ventos no Nordeste facilita muito o esporte na região", afirma Gercino Oliveira Júnior, mais conhecido como The Hand, presidente da AKP.
De acordo com ele, a Paraíba tem condições climáticas ideais e se destaca como um dos principais points do mundo para a prática do esporte. “A Paraíba tem as melhores e mais seguras praias urbanas do Brasil, isso se dá pelas praias rasas, com vento maral e os ventos alísios, os ventos mais constantes do planeta”, explica The Hand.
Para ele, todo o litoral paraibano dispõe de grandes pontos para a prática do kitesurf. Ele destaca as praias de Acaú, Praia Azul, Pitimbu e Barra de Gramame, Tambaú, Bessa, Intermares, Camboinha, Lucena, Praia de Campina e Coqueirinho do Norte.

HOJE COMEÇA A PEGAR FOGO NA RAIA DO CABO BRANCO

As provas principais do mundial, disputadas nas categorias masculina e feminina, serão realizadas entre os dias 22 a 24, quando serão apontados os melhores do mundo no freestyle - modalidade de habilidade técnica e precisão nas manobras. Já no dia 24, o mundial encerra com a prova na modalidade Boarder Cross. Trata-se de uma nova tendência de estilo no esporte, competição inédita no Brasil, na qual é realizada uma corrida com obstáculos de manobras obrigatórias para os atletas, vencendo quem chegar na frente.

Aqui, curtindo todas as belezas naturais do litoral paraibano encontram-se atletas de mais de 30 países. Muitos deles já vêm competindo desde a primeira fase, que iniciou na Ilhas Margarita, Bélgica, Portugal, República Dominicana, Alemanha, Ilhas Canárias, Canadá, Tarifa. Agora, com a grande final em João Pessoa, eles buscam no SuperKite a consagração máxima num dos esportes radicais náuticos que mais crescem no planeta!

Bons Ventos!!!

Ricardo Dubeux

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