| Depois
desta breve apresentação , vamos
falar um pouco da tradição deste
esporte no nosso Pais?
Pode ser que você não saiba, não
esteja lembrado, mas o Brasil foi um dos primeiros
países a conhecer o basketball, o Brasil
também foi um dos primeiros países
a conquistar títulos internacionais e,
principalmente, a marcar presença em todos
os principais eventos do mundo. Dono de uma rica
história de conquistas, tanto com a seleção
feminina quanto com a masculina, o Brasil, além
de possuir safras de ídolos nesse esporte,
também adquiriu know-how em sediar competições
internacionais. De 1954 a 1997, foram realizados
no país dois Mundiais Adultos Masculinos,
três Mundiais Adultos Femininos e dois Mundiais
de Base: um Juvenil Masculino e um Juvenil Feminino.
Com toda esta tradição ficou mais
bonito assistir a partida, onde o Brasil não
tomou conhecimento do Canadá e ganhou por
82 a 41 (47 a 24 no primeiro tempo) pela última
rodada das oitavas-de-final do grupo “F”
do 15º Campeonato Mundial Adulto Feminino
de Basquete, no ginásio do Ibirapuera.
As cestinhas da partida foram a brasileira Iziane
e a canadense Sutton-Brown, com 17 e 14 pontos,
respectivamente. Com a vitória, o Brasil
terminou em terceiro lugar no grupo “E”
e irá enfrentar nas quartas-de-final a
República Tcheca, segunda colocada do grupo
“F”. A partida está marcada
para quarta-feira (15h15), com transmissão
ao vivo da TV Globo, SPORTV e ESPN Brasil. O Canadá
irá disputar do 9º ao 12º lugar.
— Estamos num processo evolutivo jogo a
jogo, melhorando taticamente dia após dia.
As jogadas estão saindo com mais naturalidade.
Agora estamos chegando a uma fase crucial do Mundial,
temos que manter esse ritmo. Não acho que
estejamos marcando mal, pelo contrário,
o time está cada vez mais consciente do
que tem que fazer em quadra, tanto na defesa como
no ataque. A República Tcheca é
a atual campeã européia, é
uma equipe forte e uma das candidatas ao título.
Mas quem quer ganhar uma medalha não pode
escolher adversário. (Antônio Carlos
Barbosa, técnico do Brasil)
—
O Brasil jogou com muita determinação
o jogo inteiro. Acho que estão melhorando
jogo a jogo e chegando ao pico no momento certo
da competição. Fiquei impressionada
com a velocidade brasileira na transição
da bola da defesa para o ataque e também
com a rapidez com que as jogadoras mudavam as
decisões em quadra, no ataque, de acordo
com a forma como meu time se colocava defensivamente.
(Allison McNeill, técnica do Canadá)
—
Entramos com muita vontade no jogo porque não
queremos perder o ritmo da competição.
Foi o que aconteceu, não demos chances
em nenhum momento para o time canadense. Temos
que continuar assim agora nas quartas-de-final
porque não podemos mais perder nenhum jogo
se
quisermos chegar à final. A República
Tcheca é uma equipe perigosa, alta, que
joga com inteligência e é a atual
campeã européia. Mas cada momento
é diferente, temos que estudar essas equipes
e fazer o nosso jogo com confiança. (Helen,
ala do Brasil)
—
Foi uma excelente experiência para mim e
também para as demais jogadoras de minha
equipe jogar este Mundial. Aprendemos muito atuando
com jogadoras mais experientes das outras equipes.
Procurei incorporar um pouco do melhor que vi
em cada jogo. Foi interessante também jogar
contra o Brasil tanto pela qualidade do time como
pela força da torcida, que traz uma energia
incrível para a quadra. (Adrian Kelsey,
ala do Canadá)
BRASIL
(24 + 23 + 17 + 18 = 82)
Helen (10), Iziane (17), Janeth (10), Ega (6)
e Alessandra (8). Depois: Adrianinha (9), Karen
(2), Micaela (6), Silvia (0), Erika (4), Cintia
(6) e Kelly (4).
CANADÁ
(13 + 11 + 8 + 9 = 41)
Kleindienst (0), Smith (9), Johnson (2), Aubry
(5) e Sutton-Brown
(14). Depois: Townsend (0), Kelsey (2), Grenier
(3), Crooks (0),
Watson (2), Brown (4) e Brassard-Riebes (0).
COMENTÁRIO
DO JOGO
O
ataque teve muito volume de jogo. A defesa foi
forte. E o Brasil venceu o Canadá com facilidade
por 82 a 41 e garantiu a vaga para as quartas-de-final
do Mundial 2006. Um arremesso de três pontos
de Iziane foi a senha para o Brasil ultrapassar
o Canadá logo a um minuto de jogo e ir
aumentando a diferença. Com cinco minutos,
a vantagem era de 15 a 4. Iziane e Helen acertaram
arremessos de três pontos, Janeth fez seis
pontos, Alessandra, com grande presença
no garrafão, marcou sete pontos. O Brasil,
que vencia por 19 a 13, fez dez pontos seguidos.
Ganhou o primeiro quarto por 24 a 13. Treze pontos
é uma contagem baixa. E foi o máximo
que o Canadá conseguiu. Nos quartos seguintes
anotou ainda menos (11, 8 e 9 pontos, respectivamente),
mostrando sua impotência sobre o time brasileiro
que com um ritmo forte em quadra, impôs
seu jogo e não permitiu qualquer tentativa
de reação. Os arremessos de três
continuaram sendo uma arma do Brasil. No segundo
período, Adrianinha e Iziane converteram.
A boa notícia para o Brasil foi a presença
de Cíntia, que saiu do banco para converter
três cestas de dois pontos. Adrianinha começou
o terceiro quarto convertendo mais uma cesta de
três pontos. E o Brasil apertou ainda mais
a marcação. O Canadá tentava
e não conseguia jogar. Anotou apenas oito
pontos. Os rebotes mostram um pouco da vantagem
brasileira. O time conseguiu 37 contra apenas
22 das canadenses. Dos 37, 14 foram ofensivos,
contra 16 rebotes defensivos do Canadá.
Um equilíbrio que não se repetiu
na cesta brasileira. Ali, o Brasil conseguiu 24
rebotes contra apenas seis do Canadá. O
treinador Antonio Carlos Barbosa utilizou as 12
jogadoras. E 11 delas pontuaram. As cinco titulares
marcaram 51 pontos e as jogadoras que vieram do
banco contribuíram com mais 31 para a vitória.
Um indicativo de uma equipe equilibrada que enfrentava
um adversário bem mais fraco. E mesmo com
as reservas, o período final do jogo terminou
com vitória brasileira por 18 a 9. O Brasil
foi melhor nos arremessos de três pontos,
de dois e nos lances-livres. Dominou totalmente
os rebotes. Teve 24 assistências contra
11. Um domínio muito grande que só
poderia resultar em uma vitória por 41
pontos de diferença.
O
15º Campeonato Mundial Feminino de Basquete
tem o patrocínio do Governo do Estado de
São Paulo e o apoio da Nossa Caixa Nosso
Banco.
Bem
para finalizar, parabenizando a organização
deste evento, e acrescento que, ao todo, o Brasil
realizou sete Campeonatos Mundiais em cinco décadas.
Esses eventos trouxeram experiência aos
dirigentes nacionais, além de renovar e
reforçar o amor do brasileiro pelo basquete.
Tal fato pode ser comprovado pela presença
maciça de público em todos os ginásios,
nas várias cidades brasileiras que sediaram
as competições.
AGRADECIMENTOS ESPECIAIS: www.luckviagens.com.br
e http://www.accorhotels.com.br/guiahoteis/formule1/hotel_main.asp?cd_hotel=187
Valeu meninas cestinhas....Valeu Grande e Vibrante
torcida presente hoje no Ginasio do Ibirapuera!!!
BONS VENTOS!!!
Ricardo Dubeux
www.acaoeaventura.com
PS.: SE VOCÊ GOSTA DO BASQUETE COM EU E
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