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V
TROFÉU DA INDEPENDENCIA: A MELHOR PROVA DO ANO!!!
Pensamento
do mês:
Conhece-te a ti mesmo?
Se me conhecesse a mim mesmo fugia.
Autor: Goethe
Goethe
estava certo quando escreveu essa maravilha. Se eu soubesse
o quanto sou determinado e disciplinado, eu fugia de
mim mesmo viu!!! Como consegui sobreviver a uma maratona
de provas em apenas um mês?
Corri a Prova da Nextel 10km, em Belo Horizonte, em
20 de Agosto; depois veio a Corrida dos Correios 10Km,
em São Paulo, dia 27 de Agosto; voltei para Recife
passei uma semana e no dia 03 de Setembro , la estava
eu participando da X Meia Maratona do Rio de Janeiro,
com seus 21Km de muito calor e emoção.
E para completar minha agenda voei para São Paulo
e hoje corri o V Troféu da Independência
do Brasil.UFA Graças a Deus estou aqui!!!!
Quem me conhece bem, sabe que quando amo uma coisa,
arranjo uma maneira de estar em todas as atividades
agendadas.E foi neste espírito e movido também
pela alegria de poder brindar o aniversario do conterrâneo
e um dos maiores atletas da Historia do Atletismo do
Brasil, O José João da Silva, que encarei
a prova de hoje.
Sim, hoje 07 de setembro de 2006, dia da Proclamação
da Independência do Brasil, acordei às
6h da manhã, abri a janela do apartamento 1651,
do Hotel Formula 1, localizado na avenida 9 de julho,
nos Jardins, e consegui olhar um relógio/termômetro
instalado na descida da Avenida Pamplona.Tomei meu primeiro
susto do dia....LA ESTAVA O QUE MAIS EU TEMIA: 9 graus
C....QUE FRIO ARRETADO!!!
Mas antes de decidir levantar pensei um pouco no significado
histórico deste dia, dedicado a um grande lutador,
senão vejamos:
a)Introdução
A Independência do Brasil é um dos fatos
históricos mais importantes de nosso país,
pois marca o fim do domínio português e
a conquista da autonomia política. Muitas tentativas
anteriores ocorreram e muitas pessoas morreram na luta
por este ideal. Podemos citar o caso mais conhecido:
Tiradentes. Foi executado pela coroa portuguesa por
defender a liberdade de nosso país, durante o
processo da Inconfidência Mineira.
Dia do Fico
Em 9 de janeiro de 1822, D. Pedro I recebeu uma carta
das cortes de Lisboa, exigindo seu retorno para Portugal.
Há tempos os portugueses insistiam nesta idéia,
pois pretendiam recolonizar o Brasil e a presença
de D. Pedro impedia este ideal. Porém, D. Pedro
respondeu negativamente aos chamados de Portugal e proclamou
: "Se é para o bem de todos e felicidade
geral da nação, diga ao povo que fico."
Quase movido pelas palavras do nosso Imperador e olhando
para minha cama, pensei em ficar embaixo dos quentes
e confortáveis lençóis, mas decidi
que o melhor para minha independência pessoal
era encarar mais esse desafio.
Depois de um ligeiro atraso (a culpa não foi
minha, pois não tenho como hábito ter
que vestir e levar tanta roupa de frio), consegui descer
e tomar um delicioso café-da-manhã, café
típico Formule 1, com 4 tipos de pães,
torradas, geléias sortidas, mel, café,
chá leite e sucos.Uma maravilha que conseguiu
levantar meu astral e logo arrumei a minha sacola e
fui apanhar o táxi.Do hotel até o local
da largada, são cerca de 15km de distância
saopaulina, aquela que as vezes marcamos pelo túnel
do tempo, ou seja a distância deixa de ser física
para ser marcada pelo relógio, mas graças
a Deus, o motorista Everton caprichou no pedal e cheguei
as 7h05.
Ao chegar no local da arena, fiquei impressionado com
o espaço, pois para celebrar 184 anos da liberdade
do Brasil em relação à Portugal,
nada melhor do que voltar ao local aonde tudo aconteceu.
O local é belíssimo e emociona qualquer
atleta, que dirá aquele que já envergou
algum dia a Bandeira do Brasil em uma Competição
Internacional, como no meu caso, na época de
velejador. Foi um momento muito forte está ali
e conseguir captar a forte energia que mantém
acesa a tocha em frente ao monumento histórico!
A Infraestrutura do EVENTO
A Arena foi montada em frente ao prédio do Museu
do Ipiranga , que foi construído às margens
do riacho do Ipiranga, onde D. Pedro I declarou a independência
do país em 1822. A majestosa construção,
em estilo neoclássico renascentista, está
situada ao fundo do Parque da Independência, conferindo
ao local um ar de palácio europeu.
Em frente, ficam os jardins, uma réplica em tamanho
reduzido dos jardins do Palácio de Versailles,
obra do paisagista Arsênio Puttemans. Encontra-se
também a Casa do Grito, o Monumento da Independência
e a capela Imperial Leopoldina. A iluminação
especial noturna, que revela detalhes arquitetônicos
do prédio, só ocorre em datas especiais,
como o que acontecera hoje dia 07 de setembro de 2006.
Encantado com toda aquela paisagem fui me preparando
para a largada, colocando o chip, numero de peito e
iniciando um alongamento.As 8h, os 4 mil participantes
deram a largada da competição, que teve
uma corrida de 10 km e uma caminhada de 5 km.
Bem, para falar a verdade continuo sempre impressionado
com toda a caprichosa atenção que a equipe
da JJS EVENTOS conduz as suas provas, mas a passarela
verde e amarela na largada foi de arrepiar.Era festa
de alto estilo!!!
Os balões também nas cores do nosso querido
Brasil que após o tiro, ou sinal sonoro de largada,
alçaram vôo, colorindo todo o céu
no mesmo instante que nós iniciávamos
nossa peleja.Como gostaria de poder estar em um grande
Zepellin , ou um balão e filmar para vocês
essa cena!!!
Foi dada a largada..
O primeiro trecho da prova já mostrava, que para
ser independente na vida, nós temos que vencer
diversos obstáculos, e o nosso hoje começou
com uma ladeira de 2km.Ainda bem que meu santo é
forte, pois apelei para ele e lamentei muito, não
conseguir treinar nessa situação na minha
cidade natal, Recife, uma cidade linda mas completamente
plana.
A falta dos treinos em ambientes acidentados nos dá
força e uma grande capacidade de suportar as
dores necessárias para manter o ritmo numa média
de 5,3m/km.A coisa é tão óbvia
que um simples olhar para meu frequencimetro, e o danado
me entregou logo...Cuidado com a passagem só
de ida para céu !!!! ...178 batimentos/minuto...Êpa
hora de pisar no freio e seguir concentrado respeitando
meus limites!!!!
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Que
pena que não nasci no Quênia !!!!Pois
nessa hora os caras já estavam virando
por volta de 3minutos/km. Será um miseraviiii!!!Pensei
eu!!!
Contente e já bastante consciente das minhas
limitações, graças a Deus!!!Voltei
a curtir a corrida, justamente no momento que
iniciamos a velha e conhecida lomba de descida...KKKKKKK!!!!
Tá vendo tudo que sobe desce!!!!....Aproveitei
e me livrei de alguns companheiros que, comigo,
rezavam em voz alta para passar desta etapa.
Enquanto corria, a temperatura ia aumentando e
depois de 20 minutos de corrida estava passando
ao lado do museu do Ipiranga novamente, agora
numa rampa descida através da rua do Bom
Pastor.Olhando para minha esquerda, já
notei o clima de festa que estava a minha espera.OBA!!!!Festa!
Turma amiga!Resenha!!!
Um pequeno desvio em “u” e estava
entrando na Avenida que recebe o nome do grande
herói do dia, Avenida D.Pedro I. Fiz um
contorno por uma quarteirão à direita
onde tive que me preocupar com o piso perigoso
do paralelepípedo e preferi me deslocar
para a calçada.Fui acelerando o ritmo mais
um pouco e cheguei na Av. do Estado, depois veio
a Rua Gal. Eugenio de Melo e voltei para Av. D.
Pedro I, quando completei os primeiros 5 km de
prova em 25 minutos.Que maravilha!!!!
Empolgado com a marca, corri mais uns 900 metros
, e alcancei o contorno, onde fui servido de Gel
sabor de chocolate. Como estava muito bem alimentado,
preferi guardar. Km 6 e lá estava mais
um posto d’água, onde fiz questão
de pegar um copo e fazer uma breve refrescada
não rosto e engolir um gole e voltar a
me concentrar no ritmo de 5,4 minutos/Km.Nesta
hora pensei em como o ser - humano é maravilhoso!!!Como
é interessante você conseguir comandar
todas as suas funções orgânicas
e transformar o seu corpo e uma máquina
sob seu total domínio.É fantástico!!!
Bem, depois de desfazer todo o percurso da Avenida
D.Pedro I, iniciamos a pior parte da prova, onde
tive que subir 2km pela Avenida Nazaré
, no momento que a organização serviu
o repositor deliciosamente gelado sabor guaraná,
o que me deu um pouco de energia a mais para finalizar
esta ladeira inesquecível.
Ao completar o Km 8,5( A JJS Inovou colocando
a marcação da prova de forma quebrada
o que dificultava um pouco os cálculos
da nossa média de velocidade mas ficou
interessante e distraído calcular), fiz
as contas, aferi a velocidade, e constatei uma
que havia perdido muito ritmo devido principalmente
a esta subida de 2km, mas que estava bem e com
muita disposição para encarar o
trecho final.
O grande FINALE
Ao passar o Corpo de Bombeiros, cheguei na rua
Pe Marshal, onde iniciei o último trecho
de descida da prova.A descida foi pela rua Xavier
de Almeida até chegar na rua das Palmeiras,com
muita emoção, iniciar os metros
finais passando pela passarela , ou tapete, verde
a amarelo e cruzar a linha de chegada com um tempo
de 56 minutos.
Após a desaceleração e uma
sessão de alongamentos, recebi uma linda
toalha de rosto com as logomarcas da JJs E Mc
Donalds e fui pegar o kit final composto de medalha
, camisa, repositor energético, barras
de cereais, frutas, e um lindo brinde como marca
registrada da prova da JJS: Um chinelo alusivo
ao evento. Era tudo o que os meus pés estavam
precisando naquele momento.
Parabéns ao Staff da JJS EVENTOS por ter
feito a melhor prova do ano, até o momento!!!Que
venham as próximas, afinal só completamos
uma prova quando estamos prontos para outra...
AGRADECIMENTO ESPECIAL AO HOTEL FORMULA 1
http://www.accorhotels.com.br/guiahoteis/formule1/
hotel_main.asp?cd_hotel=187
Bons Ventos!!!
Ricardo Dubeux. |
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