| |
|
Running
Show
Palestra: Riscos nos esportes de alto risco.
Escute
toda a palestra de uma forma inedita e exclusiva atraves
do site www.acaoeaventura.com, veja as fotos tiradas
na hora e conheça um pouco destes grandes herois
nacionais.
Palestra
Parte 01
Palestra
Parte 02
Palestra
Parte 03
Por que algumas pessoas se arriscam em esportes radicais
?
Por que as pessoas se arriscam em esportes de aventura?
Sempre sou questionado sobre este assunto e agora vou
tentar novamente explicar, com a juda de alguns atlestas,
a magia da pratica destes esportes de eventura.
Cena 1: Sentado, André espera sua vez de pular.
A porta do avião se abre. O vento e o céu
azul invadem a cabine. Ele caminha até a porta
e pula no vazio a mil metros do chão. Por alguns
segundos, sente-se livre, totalmente livre.
Aos
15 minutos de mergulho, Ligia olha o marcador do cabo
guia da caverna. Em direção oposta à
sua, a seta indica que a saída está a
500 metros. Seu coração dispara - e se
algo der errado? Mentalmente ela revisa o plano e confere
o manômetro: ar suficiente para ela e sua dupla
voltarem com segurança. Ligia sinaliza OK para
a dupla e continua o mergulho.
Paulo
prende a corda no oito e solta a solteira. Lentamente,
se posiciona na beira da rocha, firma os pés
afastados para melhorar o equilíbrio e vai descendo,
de costas, em paralelo à queda d´água.
No meio do percurso, trava a corda e olha a paisagem.
Acima dele, 30 metros de água; abaixo, 30 metros
de parede de pedra o separam do leito do rio. Ele ali,
preso numa corda, controlando sua descida, olhando o
mundo de uma outra forma.
Risco,
no senso comum, é definido como a possibilidade
(ou, no mundo administrativo, a probabilidade) de vivenciar
o perigo. Portanto, risco é algo que deve ser
evitado ou, quando não for possível evitá-lo,
ponderado em relação às probabilidades
de ganhos. Se risco é algo a ser evitado, como
explicar o crescimento de atividades esportivas de alto
risco? Por que uma pessoa se coloca, por livre e espontânea
vontade, em situações de risco físico
e/ou psicológico?
Fatores
internos e externos podem explicar comportamentos de
risco. Em um nível macro, influências culturais
e tecnológicas geram um contexto que incentivam
atividades de alto risco. A participação
em esportes de risco, que até alguns anos atrás
era considerada coisa para gente sem cabeça,
é cada vez mais aceita em função
de uma popularização das atividades e
de uma maior divulgação delas pela mídia.
O desenvolvimento tecnológico, nas diversas modalidades,
tornou as atividades mais seguras e diminuiu drasticamente
o risco.
Entre
as diversas comunidades de praticantes, a participação
freqüente e contínua na atividade gera uma
identidade e um senso de pertencimento, resultado do
elo criado pela vivência das mesmas experiências.
A comunidade tem regras próprias de comportamento,
linguagem específica e papéis sociais
determinados pelo nível de destreza que os indivíduos
adquirem.
Internamente,
existe um envolvimento com a atividade que transcende
a experiência mundana - durante a atividade nada
existe no mundo a não ser o momento, o fluxo,
um estado onde a autopercepção, o comportamento
e o contexto se tornam inseparáveis. |
|
|
| |
|
É um processo contínuo de adquirir controle
das suas habilidades (técnicas e comportamentais)
em relação às demandas do contexto.
Uma vez que você está constantemente desafiando
seus limites, você precisa lidar com suas forças
e suas fraquezas e buscar dar o melhor de si naquele
momento.
É possível relacionar o risco e o processo
de tomada de decisão dos praticantes de esportes
de alto risco com a avaliação de risco
em processos de tomada de decisão no mundo organizacional?
Na
tomada de decisão corporativa existe a busca
de uma análise racional da dicotomia risco x
benefício. O processo do gestor é balizado,
sempre que possível, por informações
e análises que buscam minimizar o risco e maximizar
o retorno. Tanto o risco quanto o retorno são
quantificáveis. Já na prática de
esportes de alto risco, enquanto o risco pode ser quantificado
(nível de acidentes e incidentes por praticantes
estimados, análise de acidentes/incidentes etc),
o retorno é intangível. A busca pelo risco
pode ser explicada de diversas formas: um rito de passagem
moderno, um processo de desafio à morte, um processo
de auto-afirmação, uma busca por uma identidade
social ou como um meio para extravasar o estresse cotidiano,
um vício em adrenalina ou, simplesmente, a necessidade
de justificar sua existência.
E durante a Adventure Fair, estivemos presentes no Congresso
que teve esse tema, senao vejamos: - “O homem
é o único animal que se arrisca deliberadamente”,
disse o Dr. Clemar Corrêa, médico neurocirurgião
, medico oficial de provas de aventura do país,
como o Rally dos Sertões e o Ecomotion/Pro.
Essa frase pronunciada por ele durante a última
penultima palestra da noite de 26 de Agosto no Adventure
Congress, com alguns dos principais esportistas brasileiros
envolvidos em atividades de alto risco. O evento teve
a presença de Rodrigo Raineri que voltou em junho
do Everest, Juca Bala, bicampeão do Rally dos
Sertões e dois surfistas de ondas grandes, Jorge
Pacelli e Haroldo Ambrósio, além da mediação
do Dr. Clemar Corrêa.
Temas
como o medo, limites, religiosidade e família
foram tratados e cada palestrante mostrou como encara
cada um desses fatores.
Cada esporte tem sua dose de Risco
A primeira pergunta Rodrigo Raineri foi o primeiro a
responder, e afirmou que “o que atrai um esportista
como nós não é o risco em si, mas
sim fazer coisas cada vez mais difíceis e complicadas.
O risco é inerente em alguns casos, faz parte
e nós temos que lidar com isso. O importante
é não ter medo da morte”, afirmou.
O
big rider Jorge Pacelli completou dizendo o risco sempre
é constante. “Acreditamos no nosso treino
e na nossa dupla [Pacelli e Ambrósio praticam
tow-in, modalidade na qual o surfista é levado
até a base da onda por um jet-ski, por serem
ondas gigantes, fica impossível remar para pegá-las].
Ao cair de uma onda de 20 metros de altura, não
morrer afogado é sorte”concluiu.
Juca
Bala disse que, no caso do rali, o importante é
confiar nas informações da planilha, já
que além de informar o caminho, o mapa dados
aos pilotos e navegadores também informa os trechos
de risco no percurso. “Gosto de dias difíceis,
que me deixam sempre concentrado. Relaxar em cima da
moto é perigoso”, disse. Limites, medo
e família
“Nos preparamos melhor, até psicologicamente,
para as situações piores. Não podemos
ter medo de morrer. O medo em uma situação
de risco atrapalha o raciocínio”, comentou
Rodrigo Raineri. “Por isso temos que treinar incessantemente,
para quando nos depararmos com uma situação
dessa possamos nos livrar o mais rápido possível.
O excesso de treino faz a resposta vir automaticamente
em caso de perigo.”
Para
Rodrigo Raineri, existem dias bons e ruins. “Já
comecei uma escalada e pedi para voltar, porque não
estava bem, sabia que se algo acontecesse eu não
ia conseguir me virar. No ano passado não cheguei
ao cume do Everest por uma distância de uns 30
metros verticais. Tinha para mim que já tinha
sentido todas as sensações que precisava
naquela expedição, estava realizado. Não
precisava subir mais”, afimrou. “Existem
alguns momentos em que temos que admitir um passo para
trás, para depois poder dar dois para frente.”
Família
A família foi outro ponto que reuniu diferentes
pontos de vista entre os palestrantes. Jorge Pacelli
afirmou que é bom por ser o que motiva para voltar.
Rodrigo Raineri afirmou que no passado chegou a deixar
de fazer coisas por causa da família, mas que
não pôde se anular por causa do sofrimento
da família. “Hoje o que mais me dá
força para continuar é o meu filho”,
disse.
Para
Rodrigo Raineri, existem dias bons e ruins. “Já
comecei uma escalada e pedi para voltar, porque não
estava bem, sabia que se algo acontecesse eu não
ia conseguir me virar. No ano passado não cheguei
ao cume do Everest por uma distância de uns 30
metros verticais. Tinha para mim que já tinha
sentido todas as sensações que precisava
naquela expedição, estava realizado. Não
precisava subir mais”, afimrou. “Existem
alguns momentos em que temos que admitir um passo para
trás, para depois poder dar dois para frente.”
|
|