Iatismo:O velejador Ricardo Dubeux está focado no projeto de montar o primeiro Pólo de Vela Adaptada do Nordeste do Brasil em Recife/PE

Ricardo Dubeux, que há três anos divide a sua vida entre projetos e competições de iatismo nos Estados Unidos e no Brasil, e que agraciado com o Green Card concedido pelo Departamento de Estado Norte Americano,  como Person Of Extraordinary Ability está focado em um novo projeto.


Nos EUA, país onde reside, Ricardo trabalha nas Organizações Américas, que se dedica a Vela Adaptada para Deficientes Físicos, reinserindo estas pessoas na sociedade e transformando muitos em atletas Paraolímpicos Americanos, ou melhor em Atletas de Vela Especial.



Seu maior sonho é realizar o convênio entre o Brasil e os EUA, atuais campeões paraolímpicos de vela adaptada, e trazer o know how conquistado durante os três anos de carreira e montar um pólo de vela adaptada no nosso estado, depois em todo nordeste brasileiro.


Segundo o atleta Ricardo Dubeux, a idéia é implantá-lo em uma área pública onde todos tenham acesso e que junto a seus familiares possam assistir, apreender e tornar-se voluntário nesse belo trabalho.

O  programa nos Estados Unidos de Vela Adaptada  é voltado para pessoas com deficiência física. A resposta ao programa desenvolvido por Organizações Americanas tem sido bastante positiva.


Ricardo Dubeux que foi um dos maiores velejadores da historia desse esporte no pais, onde conquistou inúmeros títulos, dentre os quais: seis vezes Campeão Pernambucano de Hobie Cat 14, Campeão do Ranking Brasileiro de Hobie Cat 14, Vice-Campeão Brasileiro de Hobie Cat 14 e Supercat 17 e Terceiro Lugar no Campeonato Mundial de Hobie Cat 14.



Depois do know how que Ricardo Dubeux adquiriu durante todo este tempo em que trabalhou como voluntário, e depois como integrante da equipe, está com uma proposta  sensacional, para implantar um projeto similar em Pernambuco.

“Temos que inserir na sociedade e nas pessoas com deficiência de que eles são  indivíduos especiais, muitos superiores  aos que possuem todas habilidades normais, e ainda pode  ser revelado em potencial de realização e inovação. O portador de deficiência  é um ser ESPECIAL que busca superar seus limites e transmitir às pessoas sem deficiência a igualdade entre os seres humanos”Acrescenta Ricardo Dubeux.


Historia da Vela Paraolímpica

A vela foi apresentada como esporte de demonstração em 1996 e se tornou um esporte integrante do programa dos Jogos Paraolímpicos em Sydney. Esse esporte é aberto a atletas com amputações, paralisia cerebral, cegueira ou deficiência visual parcial, lesão medular e outros. O sistema de classificação é baseado em quatro fatores: estabilidade, função motora, mobilidade e visão.


Os atletas competem em três eventos: Single-Person e Three-Person Keelboats são abertos a maioria dos grupos de deficiências, enquanto o Two-Person Keelboat é disputado por atletas com deficiências mais graves. Neste esporte, os atletas não são divididos por sexo, e seguem uma classificação funcional como em outros esportes paraolímpicos, recebendo pontos por sua habilidade funcional.


A meta é fazer da pratica do esporte a vela instrumeto de conquistas e descobertas, onde velejando praticamos a auto-estima, auto-expressão, autoconfiança e uma das portas de inserção à sociedade.


“Nossa intenção neste trabalho, é interferir de forma positiva nos componentes da qualidade de vida dos nossos atletas, proporcionar saúde física e emocional, gerar trabalho e reconhecimento”, ressalta Ricardo Dubeux.


Em 2012 teremos os Jogos Paraolimpicos que serão realizados em Londres/GBR , de 31 de agosto à 05 de setembro de 2012


O Brasil já teve uma boa participação no ultimo Campeonato Mundial de Vela Paraolimpica, que aconteceu em Medemblick, na Holanda, no mês de Julho do ano passado, 2010.


"Agora temos que correr contra o relógio se quisermos nos transformar em Pais respeitado na vela paraolímpica, como somos na vela tradicional. O balanço final foi positivo: essa foi a primeira competição internacional de três dos quatro velejadores que defenderam o País”,salienta Dubeux.
Na classe Sonar, que contou com 19 barcos de 18 países, a equipe formada por Luiz Cesar Nascimento Faria, Ademir Ribeiro Pereira e Elisabete Aparecida dos Santos terminou em 16º lugar. Os melhores resultados alcançados pelos brasileiros foram o 12º lugar nas 4ª e 5ª regatas. O título ficou com o barco da Holanda, seguidos pela Inglaterra e pela Alemanha.


Já na classe 2.4mr, o Brasil estreou em competições internacionais competindo com 45 barcos de 22 países. Mario Czaschke conquistou o 34º lugar, sendo que sua melhor colocação foi de 12º lugar na 6ª regata. Mais uma vez os donos da casa ocuparam o lugar mais alto do pódio. Alemanha e Inglaterra terminaram em 2º e 3º lugar, respectivamente.


“Vamos tentar com criação do Pólo de Vela Adaptada no Recife/PE, formar mais velejadores e ajudar a reforçar os brasileiros que se prepararão para repetir o feito de 2008, quando Luiz Cesar Faria representou o País em Pequim, e assegurar a vaga para 2012 no Mundial de 2011 ou no Open dos Estados Unidos, em 2012”, finalizou Ricardo Dubeux.



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