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IATISMO: BMW Oracle vence e leva America´s Cup de volta aos Estados Unidos
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A 33.ª edição da Taça América acabou com um triunfo claro do BMW-Oracle. O Com uma vantagem de 5min26seg na regata deste domingo, 14 de Fevereiro, o trimarã BMW Oracle venceu a America´s Cup e passa a ser o novo defensor da copa. A vitória chega ao time americano após mais de dois anos de batalhas judiciais e trocas de acusação com o adversário, o time suíço Alinghi.
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Desafiante americano venceu este domingo a 33.ª edição da Taça América, de vela |
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O Alinghi, que defende o título conquistado há 2 anos frente ao Team New Zealand (5-2), largou mais rápido e foi inclusivamente penalizado por uma manobra perigosa, enquanto o USA-17 gastou mais 1.45 minutos para cruzar a linha. Mas a desvantagem dos norte-americanos durou pouco. Com os dois multicascos a atingir velocidades superiores a 20 nós, foi patente a maior rapidez do BMW-Oracle, que precisou de 20 minutos para anular o atraso.
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O desfecho começava a pender para os norte-americanos, até porque os suíços tinham pendente uma penalização de 360 graus - volta sobre si próprios - e começava a ser evidente a eficácia da vela rígida, deitando por terra a teoria segundo a qual os ventos fracos favoreciam os suíços. A tão polémica asa do USA-17, somada a uma pequena vela rígida denominada foque (pequena vela tradicional retangular), mostrou ser mais rápida que a aparelhagem tradicional, com a vela maior e a genoa pequena. |
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Quem também entrou para a história foi Russell Coutts, presidente do sindicato, que chegou a sua quarta vitória na competição: duas vezes a bordo do Team New Zealand, uma com o Alinghi e esta agora.
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Como aconteceu na outra regata, o Alinghi já começou a prova com um pênalti, que tomou logo na pré-largada. Na largada, o Alinghi saiu atrasado e resolveu escolher o lado oposto ao do BMW, escolha sábia, já que na primeira regata ficou claro que o trimarã é mais veloz nessas condições de vento. A escolha do Alinghi deu certo, a direita mostrou-se melhor e os suíços chegaram a ficar mais de 600 metros à frente do adversário americano. A regata continuou apertada e, na primeira bóia, os americanos conseguiram montar com uma pequena vantagem, de 28 segundos.
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Na segunda marca do percurso triangular de 39 milhas, o USA, que chegou a atingir 30 nós de velocidade, já tinha 2min44seg de vantagem.
Agora que a disputa está encerrada e aparentemente não há margem para qualquer contestação legal do resultado, espera-se que o BMW anuncie em breve seus planos de uma disputa entre vários competidores para a 34ª edição da America´s Cup, que deve ver Lars Grael no timão de um dos barcos. |
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CURIOSIDADE: Desde 199 que os Estados Unidos não ganhavam a Taça América, quando o veleiro Young America derrotou os neo-zelandeses do Black Magic, em São Diego, na Califórnia.
O diretor-geral do Oracle, o neo-zelandês Russell Coutts, ganhou a sua quarta Taça América, e vingou-se da derrota na 32.ª edição em que perdeu com a sua antiga equipe, Alinghi.
RUMO À 34.ª AMERICA’S CUP
O BMW Oracle mal havia cruzado a linha de chegada quando o desafiante da próxima edição da America´s Cup já era anunciado. Desta vez as conversas acontecerão entre os americanos e os italianos do Mascalzone Latino. E ao que tudo indica, a copa deverá voltar ao formato antigo, com uma disputa entre várias equipes antes do match final entre o defensor e o desafiante.
Em entrevista coletiva em Valência, Russel Coutts, CEO do BMW Oracle, contou quais serão as mudanças da próxima Copa. Dentre as mais significativas, a que surpreendeu a todos foi a de que o BMW Oracle aceita disputar a taça com outro (ou outros) times americanos que queiram ser os defensores da competição.
Segundo ele ainda não está definido quantos barcos cada equipe terá e nem qual barco será usado. Coutts já havia dito, no entanto, que não gostaria de correr em multicascos. A única coisa que se sabe até o momento é que o BMW Oracle quer que tudo que seja aconteça dentro d´água tenha administração independente do desafiante |
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HISTÓRIA
A America’s Cup (Copa América ) é a mais famosa e prestigiada regata do Iatismo, e o mais antigo troféu do esporte internacional depois do Jeu de Paume, antecedendo os Jogos Olímpicos modernos de 45 anos. O esporte atrai os principais navegadores e projetistas de iates do mundo por causa da sua longa história e prestígio como o "cálice sagrado" do iatismo.
Apesar de o aspecto mais evidente da regata ser a corrida de iates, ela constitui também um teste de projeto de embarcação, de vela, de obtenção de fundos e de gestão. A taça, originalmente atribuída como a Copa Royal Yacht Squadron, é hoje denominada em homenagem ao primeiro iate a vencer o troféu, o America. O troféu permaneceu em possessão do New York Yacht Club dos Estados Unidos da América de 1852 ou 1857 (quando o sindicato que ganhou a copa doou o troféu ao clube) até 1983, quando o troféu foi ganho pelo desafiante (challenger), Australia II da Austrália, pondo fim assim ao mais longo período de vitórias da história do esporte. O skipper do Australia II, John Bertrand, disse na ocasião “This puts yacht racing back on the map!” (algo como "Isso traz a corrida de iates de volta às notícias!).
A regata America’s Cup era composta de uma série de duelos de iates que envolve atualmente uma série de "melhor de nove" regatas (match race, competição entre dois barcos). Desde 1992, a regata tem sido disputada com a classe sloop da International America’s Cup Class (IACC), uma classe monocasco. Barcos que se conformam às regras IACC têm tipicamente um comprimento de cerca de 23 m (75 pés). Qualquer desafiante que cumpra as especificações definidas no Deed of Gift, documento que rege a regata, depositado na Corte de Justiça da cidade de Nova Iorque, tem o direito de desafiar o iate clube que detém a copa. Desde 1983, Louis Vuitton patrocinou a Copa Louis Vuitton como o prêmio para o vencedor da série de regatas que designa o desafiante (que foi inaugurada em 1970). Em 13 de julho de 2007, no entanto, a Louis Vuitton anunciou que renunciava ao patrocínio , pondo fim assim a uma parceria de 25 anos com a mais famosa regata do mundo A America’s Cup é, assim, a regata entre o vencedor da Copa Louis Vuitton (regata dos desafiantes) e o detentor do troféu. Se o desafiante ganha a copa, a propriedade da copa é transferida ao iate clube do time vencedor. |
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A Copa América |
Ano |
Defensor |
Desafiante |
Resultado |
Local |
1851 |
Aurora,  |
America,  |
0-1 |
Cowes, Ilha de Wight, Reino Unido |
1870 |
Magic,  |
Cambria,  |
1-0 |
Newport, EUA |
1871 |
Columbia,  |
Livonia,  |
4-1 |
Newport, EUA |
1876 |
Madeline,  |
Countess of Dufferin,  |
2-0 |
Newport, EUA |
1881 |
Mischief,  |
Atalanta,  |
4-1 |
Newport, EUA |
1885 |
Puritan,  |
Genesta,  |
2-0 |
Newport, EUA |
1886 |
Mayflower,  |
Galatea,  |
2-0 |
Newport, EUA |
1887 |
Volunteer,  |
Thistle,  |
2-0 |
Newport, EUA |
1893 |
Vigilant,  |
Valkyrie II,  |
3-0 |
Newport, EUA |
1895 |
Defender,  |
Valkyrie III,  |
3-0 |
Newport, EUA |
1899 |
Columbia,  |
Shamrock,  |
3-0 |
Newport, EUA |
1901 |
Columbia,  |
Shamrock II,  |
3-0 |
Newport, EUA |
1903 |
Reliance,  |
Shamrock III,  |
3-0 |
Newport, EUA |
1920 |
Resolute,  |
Shamrock IV,  |
3-2 |
Newport, EUA |
1930 |
Enterprise,  |
Shamrock V,  |
4-0 |
Newport, EUA |
1934 |
Rainbow,  |
Endeavour,  |
4-2 |
Newport, EUA |
1937 |
Ranger,  |
Endeavour II,  |
4-0 |
Newport, EUA |
1958 |
Columbia,  |
Scepter,  |
3-1 |
Newport, EUA |
1962 |
Weatherly,  |
Gretel,  |
4-1 |
Newport, EUA |
1964 |
Constellation,  |
Sovereign,  |
3-1 |
Newport, EUA |
1967 |
Intrepid,  |
Dame Pattie,  |
4-0 |
Newport, EUA |
1970 |
Intrepid,  |
Gretel II,  |
4-1 |
Newport, EUA |
1974 |
Courageous,  |
Southern Cross,  |
4-0 |
Newport, EUA |
1977 |
Courageous,  |
Australia,  |
4-0 |
Newport, EUA |
1980 |
Freedom,  |
Australia,  |
4-1 |
Newport, EUA |
1983 |
Liberty,  |
Australia II,  |
3-4 |
Newport, EUA |
1987 |
Kookaburra III,  |
Stars and Stripes,  |
0-4 |
Fremantle, Austrália |
1988 |
Stars and Stripes,  |
KZ1,  |
2-0 |
San Diego, EUA |
1992 |
America3,  |
Il Moro di Venezia,  |
4-1 |
San Diego, EUA |
1995 |
Young America,  |
Black Magic,  |
0-5 |
San Diego, EUA |
2000 |
Team New Zealand,  |
Luna Rossa,  |
5-0 |
Auckland, Nova Zelândia |
2003 |
Team New Zealand,  |
Alinghi,  |
0-5 |
Auckland, Nova Zelândia |
2007 |
Alinghi,  |
Team New Zealand,  |
5-2 |
Valência, Espanha |
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