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FIQUE EM FORMA: Saiba tudo sobre a Síndrome do Supertreinamento e as Adaptações cardíacas aos exercícios com o Professor Paulo Roberto Lopes.
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Os esportes estão em continua evolução, recordes são quebrados, marcas são superadas, o nível técnico e físico das competições tem mostrado que os atletas estão sendo cada vez mais exigidos, podendo assim ultrapassar os limites de suas capacidades fisiológicas e psicologias na tentativa de alcançar seus objetivos. O “overtraining” ou síndrome do supertreinamento, é caracterizado por distúrbios neuroendócrinos (neurológicos e hormonais), que são resultados de um desequilíbrio entre a demanda de exercícios e a capacidade funcional. Essa desarmonia pode levar a diminuição no desempenho ou em seu estado crônico, diminuição do desempenho acompanhado de sintomas mais graves que podem ser apresentas como psicológicos e fisiológicos.
Alguns dos sintomas psicológicos são: perda da motivação nos treinos e competições, apatia, depressão e a ansiedade. Essa última está relacionada com 90% dos casos. Fisiologicamente o supertreinamento pode se manifestar com aumento da freqüência cardíaca de repouso, distúrbios do sono, anemia, amenorréia (interrupção do círculo menstrual) e enfraquecimento do sistema imunológico.
Atualmente uma grande quantidade de estudos relacionados a esta síndrome que tem acometido os atletas, estuda formas que possibilitem um diagnóstico precoce evitando assim queda do rendimento e interrupção dos treinamentos devido a lesões e infecções causados pelo supertreinamento. Outros estudos mostram que alguns atletas não-profissionais apresentaram sintomas de overtraining, Esses resultados foram relacionados diretamente com atletas que praticam o auto treinamento e atletas treinados por profissionais não qualificados. Entendemos assim que na elaboração de um programa de treinamento devemos considerar o principio da individualidade biológica e respeitar a fase de supercompensação (período de recuperação pós-treino). Nesta fase o corpo recupera a homeostase (equilíbrio fisiológico) aumentando sua capacidade de suportar uma maior carga de treinamento posteriormente.
Independentemente se o atleta é profissional ou não é importe que o programa de treino seja elaborado com o objetivo de obter o máximo das capacidades físicas, porém deve-se respeitar as fases de recuperação que considero fator primordial para um bom desempenho esportivo.
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A síndrome do coração de atleta é uma condição caracterizada por sinais clínicos, radiográficos, eletromiográficos e ecocardiográficos, descrita em atletas em atividade, traduzindo, adaptações fisiológicas ao treinamento de longa duração. São modificações na estrutura do coração causadas pela sobrecarga imposta ao sistema cardiovascular durante os treinos. As alterações observadas no coração de atletas treinados, principalmente os que praticam esportes de resistência como corredores de fundo, ciclistas e nadadores de longas distâncias, por exemplo, causam grandes discussões entre pesquisadores e especialistas em medicina esportiva desde a década de 50 quando foram publicados os primeiros trabalhos sobre o assunto.
O atleta de esportes de resistência em seu treinamento sustenta uma sobrecarga cardiovascular durante várias horas do dia e em quase todos os dias do ano. Esta sobrecarga imposta pelo treinamento ao sistema cardiovascular causa adaptações morfofuncionais (na estrutura e no funcionamento) no coração como a diminuição da freqüência cardíaca em repouso e durante o exercício, aumento do volume sistólico (maior bombeamento de sangue por contração cardíaca), hipertrofia das cavidades e paredes do miocárdio. As alterações são tão significativas que o coração de um atleta ultrapassa os padrões de normalidade e pode ser consideravelmente maior do que o coração de um não-atleta.
A grande questão é: o coração do atleta é potente, adaptado fisiologicamente, extremamente eficaz e sadio ou é um coração doente, pelo menos no limite da patologia?
Depois de quase meio século de divergências, a introdução de novos métodos e testes mais sofisticados, possibilitou novas metodologias nas investigações científicas tornando os resultados mais homogêneos e menos contraditórios. Os trabalhos atuais têm revelado que a cardiomegalia fisiológica (aumento do tamanho do coração e suas estruturas, ocasionados pelo exercício) é uma adaptação benéfica e saudável, mesmo fora dos padrões de normalidade, porém outros estudos têm mostrado que o exercício desta magnitude pode potencializar distúrbios cardíacos em indivíduos com predisposição a patologias cardíacas. Portanto é de extrema importância que ao ingressar em atividades de endurance (resistência), se faça uma bateria de exames para minimizar os riscos de acidente cardíaco.
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