XIX Regata Recife Fernando de Noronha teve largada historica no sábado
21/09/2007 .


O Marco Zero localizado no bairro do Recife Antigo ficou pequeno para acompanhar, vibrar e torcer para os 71 barcos de quatorze estados e sete países que participaram da XIX edição da Regata Recife-Fernando de Noronha (Refeno), com largada às 14h do sábado (22 de Setembro de 2007).

A grande esperança pernambucana em conseguir a vitória, o Ave Rara, trabalhou firme mas não conseguiu vencer. O grande Campeao foi o baiano Adrenalina Pura, da categoria Multicasco A, que fez o percurso de 300 milhas náuticas (ou 545 quilômetros) em apenas 14h 34min54s, quebrando o recorde anterior, que ele mesmo tinha estabelecido em 2001, com a marca de 15h 30min51s. Em segundo lugar, e bastante tempo depois, com 22h07min21s, veio o também baiano Maguni. Já os pernambucanos do Ave Rara chegaram logo em seguida, com 23h00min36s.

E por falar em Adrenalina Pura, o catamarã, inscreveu-se na regata no último dia e chegou ao Cabanga Iate Clube na última quarta-feira (19). A embarcação, por pouco, não veio ao Recife para defender sua invencibilidade - ganhou em todos os anos que participou, entre 2000 e 2002 e as duas últimas edições. O Adrenalina chegou no Cabanga após 35 horas de viagem de Salvador à Capital Pernambucana.
                
O catamarã Maguni, de 10 metros de comprimento, venceu o Adrenalina no ano passado, na regata Aratu/Maragogipe, com bons 20 minutos de dianteira. Este ano, a embarcação da Bahia devolveu na mesma competição, só que com apenas seis minutos na frente. Ou seja, a Refeno serviu de tira-teima entre os rivais, embora os tripulantes do Maguni acreditassem que as características da regata pernambucana favoreciam o adversário.

Uma das poucas preocupações que os baianos do Adrenalina Pura tiveram na travessia foi decorrente ao forte vento e de um acidente dentro da embarcação. “Na saída, o mar estava dificultando porque batia diretamente na proa. Além disso, tivemos uma pequena avaria. Em um certo momento, veio uma onda muito grande que puxou o Gustavo para trás e acabou quebrando o leme”, afirmou.

A disparidade entre os dois primeiros barcos é muito clara. Enquanto o Adrenalina Pura tem um mastro de 31 metros e mede 20 metros de comprimento por 11 de largura, o segundo colocado, o catamara Maguni, tem apenas 16,5 de mastro e 10 por 6,40, respectivamente.

Além de obter a marca de Fita Azul pela sexta vez e ter o melhor barco disparado dentre todos os competidores, o Adrenalina Pura também teve outra marca importante. Tudo porque Ana Zollingue conquistou o prêmio de primeira mulher que atravessou a linha de chegada. “É uma emoção muito grande participar de uma regata assim pela primeira vez, ser campeã e ainda Fita Azul. Saiu tudo completo”, disse a velejadora, que pisou em Noronha pela primeira vez. “O estresse foi muito grande. As ondas estavam muito fortes, molhou muito e fazia bastante frio. Mas mesmo assim, tudo valeu muito a pena, com certeza”, garantiu Ana, que é casada com Jairo Zollingue há oito anos.


O pernambucano Ave Rara termina em terceiro lugar
 
O catamara Ave Rara era tido como o principal rival e atual dono do título do Multicasco C. Mas o catamarã pernambucano acabou chegando atrás do Maguni e teve que se contentar com o segundo lugar da categoria e terceiro geral. Segundo a tripulacao, um problema técnico e o pouco vento na reta final fizeram com os pernambucanos conseguissem completar o trajeto em 23h00min36s .Mesmo assim, eles ainda conseguiram bater o próprio recorde da travessia.

XIX REGATA RECIFE FERNANDO DE NORONHA FOI INESQUECIVEL!!!
 
Tudo começou, no sábado, quando 71 barcos largaram do Marco Zero, no Bairro do Recife Antigo, rumo ao arquipélago localizado em pleno Oceano Atlântico. A 19ª edição da Regata Internacional Recife-Fernando de Noronha entrou para a história do iatismo nacional como uma das mais bem organizadas do hemisferio sul.

Foram 8 dias de evento desde da solenidade de Abertura que aconteceu no dia 20 de Setembro na sede do Cabanga Iate Clube, e continuou com a emocionante largada no Sabado, 22 de setembro.


Na quarta-feira, 26,  à noite, no Porto de Santo Antônio, em Fernando de Noronha,foi realizada a festa de encerramento da Refeno com a entrega dos troféus dos vencedores das 13 categorias que participaram da competição. No final, todos os velejadores, organizadores e patrocinadores do evento, moradores da Ilha, turistas e quem foi para trabalhar, curtiram um belo espetaculo do Maracatu da Ilha de Fernando de Noronha e   depois dancaram muito forro ao som de Petrúcio Amorim.


Já na última terça-feira, 25, no Museu do Tubarão, do Velejador Leonardo Veras, a Comissão de Regata promoveu uma premiação mais descontraida. Os grandes vencedores foram: A pequena Júlia Magalhães, de apenas dois anos, do Curumim, de Pernambuco, que foi premiada como a tripulante mais nova da Refeno. Do outro lado, o argentino Carlos Lombruschine, do Picaseso III, com os seus 77 verões vividos, foi o mais velho de todos os competidores. Ele veleja desde os 12 anos de idade, quando foi campeão intercolegial, pelo Mariano Moreno, localizado em Buenos Aires.

Para o título de Tartaruga, dado ao penúltimo colocado, o Fides, de Alagoas, faturou o trofeu deste ano.“Mais uma vez, a Refeno está de parabéns. Nesse ano, conseguimos bater o recorde de estados inscritos (foram 17). Isso só faz contribuir cada vez mais na mentalidade marítima, na preservação do meio ambiente e ainda melhora o turismo da Ilha”, disse o comodoro do Cabanga Iate Clube de Pernambuco e organizador da Refeno, João Paulo Lins e Melo.


                          

Voltar____Topo____Adiante
Notícias - Home
 









Todos os direitos reservados à www.acaoeaventura.com.br