Minha Aventura: A felicidade de completar um Sprint Triathlon pela primeira vez!!



PERFIL DA ATLETA DE AVENTURA:

Meu nome é Marcela Aureliano Inojosa, sou Advogada e apaixonada por esportes desde criancinha. Fui uma boa atleta de Handebol ( que é uma modalidade desportiva criada em 1915, pelo alemão Karl Schellenz, sendo uma adaptação do futebol em que duas equipes, cada qual composta de sete jogadores, tenta marcar gols com as mãos. O único jogador que pode utilizar os pés para tocar na bola é o goleiro.O esporte encontra-se em fase de ascensão no Brasil, apesar de nunca ter obtido um ouro olímpico. Faz parte dos Jogos Olímpicos desde 1972.É muito praticado nas escolas, devido o aproveitamento das quadras de futebol de salão para o handebol, e ainda proporciona aos professores a possibilidade de educar pelo jogo. Inicialmente o handebol era jogado apenas por mulheres, mas passou a ser praticado pelos homens logo depois. Chegou ao Brasil em 1930).

Bem, atualmente pratico algumas atividades de ação e aventura, como por exemplo:

Corrida 'cross country' de mountain bikes

Mountain Bike (traduzido literalmente como Bicicleta de Montanha, é um tipo de bicicleta usado no Mountain Biking, uma modalidade de ciclismo na qual o objetivo é transpor percursos com diversas irregularidades e obstáculos);



Corrida de Rua
(Como o próprio nome já diz, essas provas são corridas disputadas em ruas ou rodovias. As corridas de rua têm uma rica tradição. Competições de corridas de rua já eram populares na Inglaterra no século 18. Aqui no Brasil a prova mais tradicional é a São Silvestre que é disputada nas ruas de São Paulo desde 1924.As corridas de rua podem ser disputadas nas mais variadas distâncias, mas sem dúvida a mais nobre das provas é a maratona, na qual os corredores percorrem 42.195 metros. As maratonas são populares em todo o mundo, sendo que as mais importantes chegam a reunir mais de 30 mil participantes e tem a sua lotação esgotada com antecedência. As maratonas de maior prestígio no mundo são: Boston,a mais tradicional sendo realizada desde 1897, Nova Iorque, Chicago, Londres, Honolulu, Roterdã e Paris.No Japão os "Ekiden", um tipo de maratona de revezamento, são extremamente populares reunindo milhares de participantes.
No Brasil as maratonas de revezamento também têm experimentado um crescente apelo popular. Outras corridas que têm aumentado de popularidade são as ultramaratonas. A rigor qualquer corrida com distância maior do que a maratona é considerada uma ultra, englobando desde provas de 50 km até aquelas de vários dias. As ultra-maratonas são particularmente populares na África do Sul, onde a "Comrades" (89 km) e a "Two Oceans" (56 km) reúnem milhares de participantes. De todas as corridas de rua, apenas a maratona é disputada nas Olimpíadas. Há ainda os mundiais de maratona, meia-maratona e maratona de revezamento.,



No inicio do mês de fevereiro ingressei no Grupo Corredores de Rua do Recife(GRUCRRE), que tem como local de concentração na Academia Corpo Livre, em Boa Viagem-Recife/PE.

MINHA AVENTURA: Como consegui completar um Triathlon de Aventura



Minha aventura começou momentos antes da largada do Triathlon de Aventura realizado no dia 23 de fevereiro de 2008, na praia do Pina-Recife/PE,  eu pensei: o que estou fazendo aqui no meio de todos esses profissionais do esporte? Assim começou a minha primeira participação em triathlon, vontade e coragem eram as minhas únicas técnicas, pois jamais havia treinado para um triathlon de verdade. Mas uma coisa eu tinha fixada na mente. Terminaria toda a prova!



Com uma bicicleta nem um pouco profissional, comecei com desvantagem diante de todos os participantes sedentos por vitória. Acho que minha bike pesava uns 20kg a mais do que a mais pesada de lá, cada pedalada era um sacrifício, principalmente num sol de mais de 30°.  Mal conseguia enxergar os primeiros participantes que já estavam com uma grande vantagem de mim. Não pensava no prêmio, não pensava no sol, não pensava na minha bike ultrapassada, tampouco na minha colocação. Apenas queria terminar, queria ultrapassar meus limites e finalizar a prova mesmo sendo em último lugar.

Meu único concorrente era o meu limite e este eu ia ultrapassar.

Eu e minha dupla ficamos todo tempo juntos, ele, claro, tinha uma bike muito melhor do que a minha, podia ter disparado na frente e chegado na prova de natação muito antes de mim. Mas ficou ao meu lado, me dando apoio e seguindo o meu ritmo. Aproveitando que estou falando de grupo, queria definir o que seria, para mim, a definição de um grupo em qualquer esporte. Quando se participa de uma prova onde a exigência física é grande pensamos o tempo todo se conseguiremos, pensamos também nos nossos limites, pensamos mais ainda nos perigos de uma prova de resistência, ou seja, o “será” está sempre nos rondando. Será que vou conseguir, será que vou passar mal, será que meu pneu vai furar, será, será, será... Num grupo essas dúvidas não podem fazer parte, ficamos seguros, pois não há individualidade, o que acontece com um participante acontece com todos. O sentimento de segurança tem que fazer parte de qualquer grupo.

Todos são um espelho um do outro.

Depois de 24Km de bike finalmente chegamos na prova de natação.



Eu, claro, não sentia mais as minhas pernas que foram completamente consumidas por uma bike ultrapassada.   



Lá estávamos nós, eu e minha dupla, curtindo o momento. Antes de entrar na água não podíamos deixar de registrar a ocasião, uma pausa para um click! Queríamos apenas terminar!


Fizemos todos os 300m da prova de natação com tranqüilidade. Nadamos todas as modalidades, começamos com o nado crawl e finalizamos com o nado cachorrinho. Boiamos mais do que nadamos, mas o importante é curtir o momento. Queríamos apenas terminar!



A terceira etapa da prova era mais pedalada, só de pensar no tijolo da minha bike minhas pernas tinham câimbras. Mas como eu fazia parte de um grupo não precisei me preocupar, Minha dupla, vendo a minha situação crítica, trocou de bike comigo. Ele, claro, viu o que era sacrifício fazer uma prova de triathlo com uma bicicleta ultra pesada. Mas isso foi apenas mais um desafio para a minha experiente dupla. Queríamos apenas terminar!



Após 40Km de pedalada, 300m de natação, finalmente chegamos na última etapa da prova. A corrida! Se eu não estava sentindo as minhas pernas antes, agora todo o meu corpo já dava sinais de cansaço. Mas eu não pensava em nada, apenas a chegada fazia parte da minha mente, chegar e completar toda a prova, esse seria o meu prêmio. Queríamos apenas terminar!



Já nos primeiros metros da corrida minha dupla, muito cansada da pedalada, pois havia voltado com o meu tijolinho, pedia para ir num ritmo mais leve. Fomos os dois, um dando força para o outro. “O cansaço está na cabeça, não pense nele”, repetia ele todo tempo para mim. E assim fomos completando a prova, um passo de cada vez. Queríamos apenas terminar!



Finalmente chegamos, que satisfação, que alegria!!!!



Fomos os últimos colocados, mas não menos felizes do que os primeiros. Sorrimos, nos abraçamos e fomos aplaudidos por todos da prova. Fotos, muitas fotos para registrar o momento. Que prazer!!!! Não há palavras para definir o que é participar de uma prova de resistência e conseguir terminá-la. Superar limites é entrar de cabeça num mundo desconhecido e não ter medo.



Entrei de cabeça com um único pensamento: quero apenas terminar!!!!



Em nenhum momento tive medo ou mesmo pensei que não conseguiria, não estava só, tinha a minha dupla. Se minhas forças terminassem eu ainda tinha as dele para me incentivar e me levar sempre adiante.


Até a próxima!!!!
Marcela Aureliano Inojosa- A mais nova Tri-Atleta do Estado de Pernambuco



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