O PEDAL EXPLORAÇÃO- JOÃO PESSOA-RECIFE-127,8KM-QUE PRESSÃO!!!!!
Autor: Ricardo Dubeux

Nossa Aventura desta vez, começou em Recife já no sábado a tarde montando a equipe que estava disposta a encarar este desafio e la pelas 19h30 foi confirmado Ricardo, Leandro e Dalmo.O Francino estava com uma forte gripe e o Camilo estava levantando a prova da Trilhas do Sol em Porto de Galinhas.

A escolha do grupo para um cicloturismo, tem que levar em conta o item mais importante: Avaliação de riscos na aventura.

Aceitar ou não este tipo de risco é uma decisão pessoal que deve ser tomada pesando-se cuidadosamente em todos os prós e contras. O importante quando formos nos envolver voluntariamente numa situação de risco, é que estejamos muito cientes e que assumamos inteiramente este risco. Neste caso, poderíamos chamar de uma avaliação do risco-benefício de uma aventura.

Saímos do Recife as 21h30 em dois carros e depois de quase 2h de viagem, regada de conversas e causos,foi muito legal!!! Mas uma pergunta não queria calar:O que fazem um grupo de profissionais  viajarem de bicicleta? Resposta: Pergunta difícil de ser respondida pois existem inúmeras respostas, vantagens e desvantagens.

Mas, vindo da minha mãe tentei explicar  que existem outras razões para eu querer viajar de bicicleta, como o autoconhecimento e novas experiências. Acredito que para uma pessoa se conhecer melhor é preciso que ela conheça seus limites ou, pelo menos, os crie para em seguida transpô-los com inteligência. Com o passar dos anos percebi que não existem limites intransponíveis; quando estipulamos um limite e ele é alcançado, logo procuramos outro e mais outro. Justamente esses “limites temporários” que me dão motivação em minhas viagens e em tudo que faço.

Para transpor obstáculos me transformo em um verdadeiro “negociador” antes, durante e depois da empreitada. Antes, negocio com o meu tempo. Durante, negocio, por exemplo, com a natureza, analiso uma tempestade, se devo continuar pedalando ou se devo parar  descansar.

Precisamos ter responsabilidade para arcar com as conseqüências e os resultados das decisões que tomamos durante todos os momentos da viagem de bicicleta; Nossos limites devem ser transpostos com a razão e nunca com emoção ou contando somente com a sorte.

Foi assim que nasceu este desafio João Pessoa até Recife pelas praias.

O PONTO DE PARTIDA



A Paraíba é berço de paisagens inesquecíveis. A beleza das suas praias aliada à tranqüilidade e a segurança das cidades fazem da Paraíba o roteiro ideal para a sua viagem. As praias paraibanas são os principais atrativos da região. Com uma temperatura de cerca de 28º C o ano inteiro, a Paraíba é um convite ao turismo.

Ela se orgulha de ver os primeiros raios de sol das Américas (Ponta do Seixas), de ter a primeira praia nordestina destinada à prática do naturismo (Tambaba) e de ter até trilha sonora.
João Pessoa, pela sua localização privilegiada (fica no centro do litoral da Paraíba) é o ponto de partida para conhecer o belo litoral paraibano. Fundada em 1585 consegue conjugar história e natureza. A cidade é bastante conhecida por ter uma das maiores áreas verdes urbanas como também pela rígida legislação municipal que limita as construções a beira mar a no máximo 3 andares.

São 30 quilômetros de uma privilegiada combinação de infra-estrutura com movimentadas praias urbanas. As mais visitadas são Tambaú, Manaira e Bessa, Cabo Branco(local da largada do nosso PEDAL EXPLORAÇÃO, onde fica o Hotel Ambassador- que representa o que há de mais moderno em termos de hospedagem e atendimento no nordeste; localizado a beira mar de uma das mais belas praias urbanas do Brasil .



Dia 13 de fevereiro, sabado as 7h32 saimos do Ambassador Flat, Av. Cabo Branco, 1890, Cabo Branco, e pedalando por essa avenida fomos curtindo o belíssimo visual desta praia urbana com águas claras, calmas e limpas. Os arrecifes formam piscinas naturais ideais para a criançada. Cabo Branco é extensa, com coqueiros e falésias. Sua pista à beira mar é interditada nas primeiras horas da manhã onde os carros dão lugar ao Cooper de moradores e turistas.



Apos 15 minutos de pedalada, tivemos nosso primeiro aquecimento ao subir a ladeira que da acesso a maior atração de João Pessoa, sem dúvida, que é o Cabo Branco (a 10 km) e a Ponta Seixas. O Cabo Branco, com um paredão de 40 metros de pedra calcária, já foi considerado o ponto mais oriental (leste) da América tendo perdido este título para Ponta Seixas (3 km mais ao sul). A erosão marinha, que ao longo dos anos fez com que suas ondas desgastassem o Cabo Branco e depositasse estes sedimentos na Ponta Seixas (fazendo-a aumentar) foi a responsável por este fenômeno. Do Farol do Cabo Branco, que fica no alto de uma falésia, podemos observar em detalhes toda curiosidade deste fenômeno.


Aqui ficamos se deliciando com a beleza do local onde esta situado o Farol do Cabo Branco na Ponta de Seixas, extremo oriental do continente americano, com longitude de 34º 47' 38". De seu mirante tiramos fotos e desfrutamos da beleza do Oceano Atlântico e, aos lados, o litoral paraibano e suas lindas praias.


Uma vista que permanece nas nossas lembranças e serviu de combustível para a nossa pedalada, a transparência das águas e sentir a brisa do mar batendo levemente no paredão foi demais!!! QUE COMEÇO!!!

Litoral Sul



Inaugurada  há menos de cinco anos pelo governo estadual, a rodovia litorânea PB-008 totalmente asfaltada facilitou o acesso às praias da região sul, pois a maré ainda estava alta o que dificultava o pedal pela praia.Vale ressaltar que a rodovia tem pouco movimento neste horário e é marcada por 6 ladeiras de 10 minutos( em média) de pedaladas para se alcançar as cotas mias elevadas e de excelentes e aceleradas descidas. AQUI VAMOS DESTACAR O PONTO DE MAIOR VELOCIDADE ALCANCADO POR DALMO-64Km/h.tamtamtam!!!Te cuida Rubinho!!!

Durante a nossa pedalada ate a praia de Tambaba pela rodovia passamos por diversas praias:
A primeira delas é Gramami, uma simpática enseada enfeitada por coqueiros, distante apenas 14 km de João Pessoa. Ali, turistas desfrutam de águas mornas e mansas, ideais para famílias com crianças;

Deixando as praias de João Pessoa para trás, a partir de Cabo Branco se tem acesso a mais bela orla marítima do litoral paraibano. Num percurso de 71 quilômetros, até a praia de Pitimbú.

Vizinha a ela está a praia do Amor, que tem como símbolo o arco da pedra furada. Os casais de turistas apaixonados seguem a tradição de passar por entre a fenda da pedra de mãos dadas.

A praia seguinte é a de Jacumã, e que a exemplo da praia de Gramami conta com serviço de bares e restaurantes. Em Jacumã, com um cenário enfeitado por um mar em tom esmeralda há inúmeras pousadas, como opção de hospedagem, assim como casas de veraneio.

Os turistas que preferirem curtir melhor as praias do litoral sul podem embarcar num buggy em Jacumã e ir até a praia de Coqueirinho, pela orla.

Ao contrário de outras praias do Nordeste mais badaladas, aqui as pessoas podem desfrutar de um cenário maravilhoso como estes num clima de total tranqüilidade. São vários quilômetros de areia branca, águas cristalinas, vastos coqueirais e falésias de beleza singular. E é exatamente a "falta" de badalação que confere charme a alguns pontos da orla, que seguem praticamente desertos, agitados apenas pelo balanço da rede de pescadores no fim do dia. De hábitos simples, os paraibanos levam para a atividade turística aquilo que falta, em alguns momentos, a seus pares: o sossego e a tranqüilidade.

Em Coqueirinho se tem serviço de bares junto à orla, águas mansas e água de côco gelada.

NOSSA PRIMEIRA PARADA.

A nossa  primeira parada foi Carapibus, distante 46 Km do nosso ponto de largada, cuja enseada, cercada por coqueirais é um verdadeiro cartão postal da natureza. O local conta inclusive com opção de hospedagem, passeios de buggy ou de barco, além de ser procurado para a prática do mergulho em ilhas formadas por recifes cobertos de corais.Aqui ficamos uns quinze minutos nos hodratando com GATORADE e água.



Recuperados retomamos nosso pedal ainda pelo asfalto até a praia de  Tambaba, que é praia de naturismo. Foram cerca de 9 km de pedalada passando pela parte urbana  de Carapibus e suas paradisíacas pousadas, ate o Bar A Arca de Bilú, um local belíssimo todo construído de madeira e palha de coqueiro e equipado com uma refrescante chuveirada. Aqui foi o nosso segundo ponto de apoio, pois o bar esta situado no ponto mais alto na entrada da praia de Tambaba,com um visual belíssimo!!!Vale lembrar que uma parte da praia de Tambaba é utilizada pelos banhistas normalmente. Ali, o nudismo é proibido.


Já a área reservada tem controle de entrada e saída pela Sociedade de Naturismo de Tambaba, o que frustou o sonho de Leandro de pedalar nu, pois o acesso só é permitido vestido de Adão e acompanhado por uma Eva(só entra casal ou mulher desacompanhada, homem desacompanhado não entra!!!Isto mesmo só entra casal nu)DANÇAMOS!!!


Olha gente até  que tentamos achar algumas Evas para poder registrar o que se passa na área a titulo e jornalismo, claro....., mas ainda eram 10h da manha e a praia estava deserta....O jeito foi encarar uma belissima trilha ate um mirante com uma vista alucinante da praia, formado falésias que decidimos rapelar,FOI ADRENALINA TOTAL!!!!(ver fotos anexo)

Bem só para vocês terem uma idéia da beleza do local, Tambaba , é a primeira praia do Nordeste destinada oficialmente ao naturismo é conhecida também como santuário ecológico. Ornamentada por uma mata praticamente virgem(Pelo que soubemos só tem a mata mesmo!!!) e por um labirinto de areia colorida, resultado da ação do vento nas falésias, Tambaba é um verdadeiro paraíso.EVAS FAVOR SE CADASTRAR PARA O PROXIMO PEDAL!!!


O PIOR TRECHO: "Um dos grandes segredos da vida, não é sair com as melhores cartas nas mãos, e sim saber jogar com as que você tem"

Depois de passarmos por várias trilhas ecológicas desta região, paramos em alguns mirantes realmente fantásticos e descemos para a Praia Bela,por mais que falarmos de suas belezas as palavras não são suficientes para expressar....Do seu mar verde e cristalino de suas brancas areias dos farfalhas das palhas de coqueiros beijadas pela brisa do mar!!!Deus existe!!!



Continuamos pelo areião( pedalando pela praia pois a maré já estava cerca de 2h de baixa mar nos dando condições de pedalar. Aqui foram os piores kms do percurso!!!),  esta faixa do Litoral Sul do Estado da Paraíba,possui uma extensão de pouco mais de 30 quilômetros. É bastante conhecido como a Costa das Piscinas. São praias quase desertas, mas a pedalada foi muito difícil pois tivemos que atravessar 5 maceios, ate chegarmos a barra do Abiai,é uma praia ainda selvagem, localizada na foz do rio Abiai, é excelente para os amantes da pesca.Para quem gosta de canoagem é um local magnífico subir remanado e admirando a beleza das margens, mas não era o nosso caso pois estávamos de bike e tínhamos que atravessar.

Depois da primeira tentativa de travessia frustada de Ricardo, devido a forte correnteza e a profundidade, resolvemos volta a margem e estudar a estratégia... Decidimos primeiro fazer a travessia das bikes e depois das mochilas.

Na frente Ricardo com sua Trek, e logo mais atrás o Leandro, enquanto o Dalmo resenhava com o amigo e grande ciclista paraibano Pepe que estava no local com a família curtindo de Off-Road $x$,ou melhor 4x4, as belezas e aproveitou para nos orientar e torcer e Claro!!!

Logo no incio achamos que seria meio Punk a atravessia pois em diversos trechos a parecia buracos no leito do rio que obrigava agente a se ajoelhar para não perder o equilíbrio e deixar a magrela mergulhar....Foi um sufoco!!!Chegou um momento que Ricardo quase desapareceu, ficando só o capacete e a bike na superfície enquanto o amigo Leandro apavorado gritava Dubeux!!! DDddddubeuxxxxxxx!!!!!Foi hilário ele contando a cena e para mim uma grande superação!!!

Depois de quase 1h de travessia, banho para relaxamento e varias risadas, continuamos nosso pedal, já aparecendo a velha e boa pergunta no subconciente: Que po..a eu estou fazendo aqui!!!Logo logo o Dalmo respondia: Podiamos esta em casa assistindo ao Faustão!!!

Eita combustível mágico!!! Dentro da gente  aquela alegria e satisfação por esta ali debaixo de um sol escaldante das 13h do domingão!!!(14h do horário de verão!!!)quanto mais as pernas doiam mais agente se lembrava daquele gordão na tela da tv naquela exato momento:Bem amigos, vcs que estão sentados na poltrona, enchendo a cara de cerveja e comendo a macarrona da sua sogra.....Deus me livre!!!!!

Impulsionados por tamanha garra e satisfação, passamos pela praia das Falésias, com suas imponentes falésias com suas famosas areias coloridas, usadas pelos artesãos para criar desenhos coloridos dentro das garrafas de vidro.É uma praia excelente para a pratica do surf e dos esportes aquaticos de aventura.


Já quase detonados pelo areial e completamente exaustos, chegamos  a praia do Pontal, e deixamos para trás o pior trecho do pedal nas praias desertas de mar aberto e iniciamos a entrada nas praias urbanas de Pitimbu, e logo chegamos a praia do Farol, localizada em frente a cidade de Pitimbu, a praia tem esse nome devido apresença de farol que sinaliza as emrcaçoes para aentrada na enseada de pitimbu, onde pode-se a poucos metros da praia curtir piscinas naturais onde imperam os peixes ornamentais!!Quase ficamos por ali!!! Mas decidimos da uma paradinha para hidratação e comemoração por ter conseguido chegar ate aqui....

O Dalmo tava tão eufórico e de tanto ouvi eu dizendo umas quinhetas vezes: Será !Será!Será! Pediu logo um cervejinha da tão citada marca, mas pela falta da mesma, teve que se contentar uma tal de NOVA....!!!Como não sou expert no assunto ta valendo!!!

Mais ou menos recuperados, nós precisavamos dormir umas três horas....Novamente fomos lembrado pelo Dalmo: Podíamos estarmos em casa asisistindo....Não, Não,não!!!!Tudo menos isso!!!!Pegamos nossas magrelas e retomamos o nosso pedal ate chegarmos a a praia de Acaú, já querendo mandar todo mundo tomar...Gatorade!!!!, esta praia que tem varias rimas esta localizada na divisa dos estados de Pernambuco e Paraíba, banhada pelo estuário do rio Goiana, a praia de Acaú  é um dos point’s mais badalados do litoral, sua vida noturna é bastante agitada com shows de artistas e bandas de forró, e o point esta localizado no pólo Acau(Um grande pátio com 14 bares concrentado a sua  volta), mesmo sendo 14h e estando perto do inicio de toda festa fomos animados pela vista da praia de Carne de Vaca, já no  Estado de Pernambuco.



A travessia foi feita por um barco de pesca(aqueles com seu característico barulho relaxante de motor:TOTOTOTO!!!), Foi um momento de muita simplicidade e rara beleza e que durou rápidos 15 minutos( consumiram R$ 3,00 de cada um de nós-R$ 2,00 dagente e um da Bike) ate o desembarque no porto da praia de Carne de Vaca, localizada na barra do Rio Goiana.



Logo começaram as nossas dificuldades de pedalar pois a praia possui muitas barreiras de pedras para conter o avanço do mar sobre as casas.Tivemos que pedalar em zingue-zague ate chegarmos a uma parte de manguezal belíssimo para se vê mais muito perigoso para pedalar. Resultado: Acidente!!!

Neste vai e vem danado tentando procurar sempre o trecho de areia batida e livre de raízes e tocos de mangue o pneu da bike de Ricardo bateu em um pedaço de tronco do manguezal e ele não conseguiu destravar o clipe da sapatilha e caiu de lado em cima de varias pontas de toco e a cena parecia que tinha sido planejada pois o corpo se moldou exatamente entre o paliteiro e apenas um provocou um arranhão e por conseguinte pancada no peito.



Foram os 2 minutos mais preocupantes, pois fiquei sem respirar direito por este período devido a forte pancada....Mas graças aos equipamentos de segurança e a faixa do meu camelback não tivemos um acidente de maiores proporcões. Aqui eu agradeço e destaco os primeiros socorros prestados por Leandro e Dalmo, o que me fez  recuperar e dizer alto e de bom tom: Pior é na guerra que morre e não se enterra!!! Vamos em frente!!! (essa vida de Levantamento de trilha é muita aventura!!!uhuuuuu!!!!!

Depois de caminhar uns 5minutos para recuperar o fôlego, subimos na magrela e fomos por uma trilha de barro localizada por entre a praia e as fazendas de camarão ate chegar na praia de Riacho Doce, local onde foram gravadas cenas para a minissérie Riacho Doce, exibida pela Rede Globo nos anos 90, a água é morna e convidativa e o sol brilha durante praticamente o ano inteiro,e foi relembrar na minha memória das cenas,a história, contada em 40 capítulos, que girava em torno da chegada do casal Eduarda (Vera Fischer) e Carlos (Herson Capri) a Riacho Doce, um pequeno lugarejo no litoral do Nordeste, para morar. A aldeia de pescadores era liderada por Vó Manuela, magistralmente interpretada por Fernanda Montenegro. Ela era uma mulher poderosa e mística, que exercia um grande domínio sobre o neto Nô (Carlos Alberto Riccelli). Chegava ao ponto de impedir que ele se envolvesse com qualquer mulher. O rapaz tinha o corpo fechado para o amor e todas as moças que dele se aproximavam acabavam se suicidando ou eram amaldiçoadas.

  Vó Manuela contava com o apoio da comunidade, mas a bela Eduarda resolveu desafiar esse poder e tornar público seu amor pelo jovem Nô. O casal recém-chegado tinha ido para aquela aldeia porque Carlos queria resgatar a carga de um navio afundado, o que acabou levantando suspeitas entre os moradores do local.

  Enquanto isso, a mulher dele, que passou por várias crises existenciais, descobriu em Riacho Doce uma nova maneira de enfrentar a vida..

E como todo grande momento de minha vida tem sempre uma musica relacionada fiquei cantarolando as musicas da miisserie no meu subconciente como por exemplo: ESTUDO EM MI MAIOR OPUS 10 - Andre Kostelanetz (tema de abertura)O BEM E O MAL - Danilo Caymmi (tema de Nô)O QUE É O AMOR - Selma Reis (tema de Francisca)ILUMINADA (BALADA N.1 EM SOL MENOR) -)O BEM E O MAL - Instrumental (tema de Nô) O SONHO SE PERDEU - Milton Guedes (tema de Lucas e Francisca)FLOR DA IDADE - Bebel Gilberto (tema de Dora)LAMENTOS DO MAR - Ary Sperling (tema de Terezinha)PESCADORES - Ary Sperling (tema geral). Foi D+!!!.
Depois desse belíssimo reenconto com o meu passado só me restou agradecer a Deus e dizer bem alto OBRIGADO POR ESTE MOMENTO!!!!

Dali saímos pela praia ate Ponta de Pedras, que está entre os locais mais visitados da região. O mar é sempre calmo, o que garante tranqüilidade para levar as crianças. Durante a vazante dá para caminhar por vários metros com a água nos joelhos. A noite é bastante agitada: bares com música ao vivo atraem centenas de jovens durante os meses de dezembro, janeiro e fevereiro.



Já eram 3h13minutos do dia 13, e já havíamos percorrido 73km e resolvemos então fazer um verdadeiro pit-stop, na lanchonete Ponta de Pedras, do simpático Alexandre(88219700), onde tomamos banho, se deliciando, merecidamente depois de quase 8h de aventura,  vários sorvetes, vários sanduíches, sucos, guaraná e agua....NADA DE SERA SERA SERA!!!!



Depois de uma  relaxante e revigorante descancada , pedalamos 7 Km  por asfalto e trilha de barro ate a barra de Catuama, A pequena praia que está  se transformando num balneário como poucos em Pernambuco. Novos loteamentos surgem a cada ano, com cada vez mais gente investindo na compra de imóveis no local. Se por um lado a praia perde o clima selvagem, por outro ganha em infra-estrutura, com a construção de bons restaurantes e pousadas. O mar é tranqüilo e os coqueiros na areia provocam uma sensação de bem-estar compartilhada por turistas e nativos. Vale a pena esperar as jangadas dos pescadores voltarem do mar para tentar comprar um peixe fresco.


E foi neste espírito que atravessamos o Canal de Santa Cruz com bela vista para Itapessoca e Enseada dos Golfinhos, em Itamaracá, especialmente nos fins de tarde. Os esportes náuticos podem ser considerados o forte da praia, com belas exibições dos pilotos de jet-sky.



Mas a nossa travessia tinha que ser simples conforme a beleza pedia, pois parecia que a natureza estava querendo nos brindar com uma surpresa. E não deu outra, foi na travessa de jangada a vela, que vivi um momento tão especial, pois tenho fortes ligações por este esportes que pratico desde os meus 5 anos de idade, quando iniciei  através do Optimist.


Após acomodarmos as bikes na jangada à vela, fiquei sentado a barlavento da velha canoa e ao lado do nosso amigo João, o nosso “mestre”, senti no fundo dos seus olhos a seguinte certeza que tanto me fascina: O mar, a solidão, o silêncio, conservam-lhe esmalte e tom de simplicidade natural nos modos. Ninguém é mais majestoso, imponente, senhor de si, que um velho jangadeiro, pobre, doente, triste. O tratamento comum é de "mestre", recebido com naturalidade de uma devida oferenda de anos de exercício duro nos pesqueiros longínquos. Guarda, forte e sensível, o sentimento pessoal de orgulho tranqüilo da profissão audaz, arriscada e valente, brincando com o mar, domando a natureza. Todos jangadeiros amam recordar façanhas, falando discreta mas fluentemente dos sucessos passados. Aceitam, quando robustos, as competições sem prêmio financeiro apenas pela demonstração do arrojo e da resistência. Corridas de jangadas, aposta de nado, buscas de pesqueiros novos.

Esta travessia me transportou literalmente à minha infância em Maria Farinha, e as conversas de meu pai com s.Walfrido, foram lembranças amáveis da minha infância que foram repetidas ali quando a luz do sol batia por traz da vela fazendo um desenho de uma Estrela iluminando aquele momento.Fiquei sem palavras!!!

Após 30 minutos de velejada chegamos ao Pontal da Ilha de Itamaracá, Praia em frente à Ilha do Celeiro e à Barra de Catuama, onde a entrada de visitantes é controlada pela associação dos moradores.  Guiados pelo Seu João, o jangadeiro fomos pedalando pela  praia, passando por Fortinho,chamada  também de Enseada dos Golfinhos, uma vila de pescadores, casas de veraneio e bares, mais na frente praia do Sossego (ou Lance das Cações), onde em maré baixa, bancos de areia se formam a 30m da praia.E após 20 minutos de pedalada chegamos ao Pontal do Jaguaribe,uma praia perigosa durante a maré alta por causa da Foz do Rio Jaguaribe, onde fizemos a travessia  através de barco de vara(aqueles que o condutor fica em pé na popa, enquanto empurra o barco com uma vara de madeira fincada no fundo mar, fazendo aquele velho e indesejável, pelo menos naquele dia, balanço, pois estávamos com as  bike, maquinas fotográficas, celulares e etc....

MAIS ADRENAL

E como já não bastasse a fragilidade do meio de transporte ,  o condutor estava completamente embriagado o que transformou a pequena travessia de 8 minutos em um dos trechos mais “radicais” do pedal.Resultado: O barco encheu dagua e quase foi a pique!!!A GALERA TIRANDO ONDA NAS MARGENS GRITAVA: VAI VIRAR, VAI VIRAR!!! EU SÓ QUERO AS BICICLETAS!!!


Bem, recuperando do susto, chegamos a praia de Jaguaribe,praia urbana com muito sargaço. Destaque para o Festival de Pesca da Agulha que acontece em agosto, neste momento olhamos para o relógio e já eram 17h23, e tínhamos que chegar ao Forte Orange até as 18h.Pegamos nossas bikes e mesmo já cansados aumentamos nosso ritmo para 23km/h,  passando pelas praias Quatro Cantos( Praia urbana com recifes e sargaços),praia do Pilar( Praia urbana com recifes e sargaços. É ocasionalmente poluída dentro), praia de Forno da Cal( Larga faixa de areia fina, onde se localiza o Centro de Preservação do Peixe-Boi Marinho, um dos principais pontos turísticos da Ilha) e assim às 17h50 chegamos a praia do Forte Orange( Parte de uma extensão da praia Forno da Cal com águas calmas e areia batida).

Conseguimos uma jangada a motor que faz a cara (R$7,00 por pessoa) travessia turística ate a Coroa do Avião(Extenso banco de areia localizado entre a Ilha de Itamaracá e o Canal de Santa Cruz. Serve de base de pesquisas de aves migratórias. Uma opção para chegar na Coroa é pegar uma jangada a partir da Praia do Forte Orange. Nos finais de semana, vários barcos encostam na Coroa, onde é possível comer um delicioso peixe frito e ostras cruas. Ao visitar a Coroa do Avião, preste atenção ao horário da maré, aproveitá-la com a maré seca).
Mas como nosso objetivo naquele dia era levantar a trilha e chegar em Recife, pedimos para o marinheiro/guia/careiro(Aqui deixamos R$15,00 depois de muito chorar!!!), na Praia do Hotel Gavoa, ou praia da Gavoa de onde saem barcos de passeio para a Coroa do Avião (Itamaracá)( Durante a maré baixa, a água fica rasa na extensão de cerca de 300m mar a dentro).



Ao chegarmos na Praia da Gavoa, já eram 18h12 e tivemos que ligar as laternas e pisca-pisca e continuamos a nossa pedalada pela estrada de paralelepípedos , onde após 20 minutos chegamos a vila Nova Cruz(Localizada a 39 km do Recife, a cidade de Igarassu destaca-se também por suas festas religiosas, como a Buscada de São Gonçalo do Amarante (que acontece na primeira quinzena de janeiro), onde efetuamos a travessia barata( R$1,00 por pessoa com a bike), do rio Timbó.



Chegando a praia de Maria Farinha(A praia de Maria Farinha é conhecida em todo o Brasil pela possibilidade de abrigar uma grande variedade de esportes náuticos. A praia localiza-se entre o rio e o mar. Possui coqueirais, grandes faixas de areia e mangues), já eram 18h39 quando retomamos a nossa pedalada mais difícil e perigosa, pois ali tínhamos que segui sempre pela rodovia pois a maré já estava alta, e no ritmo de 23km/h e com muito cuidado passamos pela praia de Conceição(Prainha com sargaços e recifes), praia de Pau Amarelo(Praia urbana. Em alto mar, o turista poderá encontrar piscinas naturais) , praia do Janga(Praia urbana com trechos bastante poluídos), ate entrarmos na nossa penúltima cidade, a histórica Olinda.

NOSSA PENULTIMA CIDADE



Chegamos a OLINDA( Por todo seu acervo histórico, arquitetônico e cultural, a cidade foi tombada pelo Governo Federal em 1968 e incluída pela Unesco na lista das cidades Patrimônio Mundial, em 1982. A origem do nome, conforme contam as crônicas, surgiu de uma exclamação de Duarte Coelho ao ver o Sítio pela primeira vez, antes da edificação da cidade: "Oh! Linda situação para uma Vila!"), agora já não existia cansaço e a grande vontade de chegarmos fez com que mantivéssemos o ritmo pedalando pelas ruas e passando pelas praias de Rio Doce( Fica situada próxima à ponte do Janga. Com cerca de 3 Km de extensão, a praia é o estuário do Rio Doce), praia de Casa Caiada( Do ponto de vista visual, é a praia que oferece uma beleza panorâmica mais apelativa. A orla, com 1000 m de extensão, foi revitalizada para os moradores locais e oferece aos turistas uma grande variedade de serviços, com bares e restaurantes instalados à beira mar. Excelente local para a prática do desporto náutico), e finalmente as 19h45 chegamos ao restaurante SKILLU’S localizado na praia do Bairro Novo( Com aproximadamente 2 km de extensão, a praia é situada entre diques e é imprópria para banho), onde fizemos o nosso ultimo  ponto de parada para hidratação, agora já com a presença da esposa do Leandro que teve a gentileza de providenciar sucos,águas e refrigerante e nos encher de motivação para os nossos ultimos 15 km.

Saímos agora em um ritmo mais suave, começávamos a reelembrar de tudo o que tínhamos passado.Comecou a bater saudades!!!, continuamos concentrados no pedal e no transito já que tínhamos que pedalar sempre em avenidas ate o marco zero do Recife e conduzindo as bikes com o maior cuidado, passamos pela praia do Farol(A menor praia do litoral de Olinda, com apenas 300 m de extensão),praia do Carmo(Com 400m de extensão, a praia serve de ancoradouro para os barcos de pesca da comunidade Z-4. Por ser próxima ao Sítio Histórico, os moradores da periferia da Cidade Alta a utilizam como local de lazer), praia dos Milagres( Imprópria para banho devido ao avanço do mar. Nas intermediações da favela Ilha do Maruim, principalmente, as águas acusam alto índice de poluição e pela ultima praia olindense a Del Chifre( A praia, com 700m de extensão, é freqüentada pelos surfistas da cidade).



ENFIM CHEGAMOS AO RECIFE

Pedalando ou empurrando chegamos ao Recife, nossa cidade natal, e fomos recebidos de braços abertos, com o transito ameno e avenidas e pontes todas iluminadas,  passamos pela prefeitura da cidade e entramos no bairro do Recife Antigo, entramos pela Praça Arsenal da Marinha (que Abriga o busto do almirante de Tamandaré, "Patrono da Marinha Brasileira". Seu nome foi dado em homenagem ao general que comandou a quarta e última expedição contra o Arraial de Canudos. Depois da revitalização do Recife Antigo, a praça passou a ser um centro de diversão e, junto com a Rua do Bom Jesus, antiga Rua dos Judeus, concentra restaurantes, bares e casas noturnas. Durante o Carnaval, a praça do Arsenal transforma-se num animado "point" da folia) e nesta noite estava completamente ocupado com turistas e boemios, abrilhantando ainda mais as nossas ultimas pedaladas Rumo ao Marco Zero Da Cidade do Recife, de onde nasceu a Veneza brasileira.



O Recife é cortado pelos rios Capibaribe e  Beberibe. Uma das mais antigas cidades brasileiras, com forte influência holandesa, apresenta uma arquitetura onde o Antigo e o Moderno se encontram. A Praça do Marco Zero é onde a cidade teve o seu início e dela pode-se ver, ao fundo, a Galeria Monumental, instalada sobre os Arrecifes que dão nome à cidade, com as esculturas monumentais de Francisco Brennand.
 
O marco zero do Recife é o ponto inicial das estradas que cortam o Estado, implantado em 1938 pelo Automóvel Clube de Pernambuco. Localizada no bairro do Recife Antigo, entre as ruas Marquês de Olinda, Rio Branco e Barbosa Lima, na praça existe um busto do Barão do Rio Branco, escultura do francês Felix Charpeutier, colocada ali em 1917.



Em 1999, a praça foi reformada através do projeto "Eu vi o Mundo...Ele começava no Recife" e ganhou um painel do artista Cícero Dias e um foral de Francisco Brennand. Aqui foi o MARCO ZERO DA CONTRUÇAO DE UMA CIDADE E O MARCO DEZ DA REALIZAÇÃO DE UM SONHO: PEDALAR DE JOÃO PESSOA ATÉ O RECIFE.

Foi aqui que relaxados e eufóricos encerramos mais uma grande e inesquecível aventura!!!
Obrigado à Deus!!!
Obrigado à nossas esposas, filhos, pais, familiares, namoradas, noivas, amigos, enfim todos que nos deram força para alcançarmos mais este objetivo.

Agradecimentos:
Ambassador Flat
ANEA

AOS MEUS AMIGOS LEANDRO E DALMO,

Em fim, trocamos impressões positivas de mais uma missão cumprida , penso que a todos, mais do que a satisfação da conquista do desafio, ficou a satisfação de haver conhecido e desfrutado de emocionantes momentos com pessoas que comungam do mesmo querer: a paixão pelo ciclo turismo, um hábito de poder viajar e compartir situações inesquecíveis, com a vantagem de somar a cada pedalada, novos e sinceros amigos de fé.

Concluindo, até breve, e aos meus queridos companheiros de peregrinação ciclística que não tiveram condições de nos acompanhar nesta etapa, espero  contar com você na proxima!

BONS VENTOS!!!
Ricardo Dubeux
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