Corrida de Rua: Depois do sucesso da Corrida das Pontes, gostaríamos que você seja o mais novo integrante deste esporte que cresce numa proporção de 20% ao ano.

Venha participar da atividade física com o segundo maior número de participantes do Brasil. A corrida de rua tornou-se o esporte do momento, pois ela leva você à interação com outras pessoas seja na academia, em praças, condomínios, nas ruas e a cada dia, novos grupos de corrida são formados para a prática de corrida.

A cidade do Recife possui diversas equipes e grupos formadas por atletas e amigos. Decida correr, reúna amigos, familiares e organize um grupo de corrida em sua empresa ou condomínio. Pronto, sua equipe já esta formada para começar a atividade física que mais cresce em nosso país.

Um fato que chamou a atenção de todos da mídia foi a participação crescente das mulheres nesta corrida.As mulheres com todas as suas diferenças, com certeza, são responsáveis pelas corridas de ruas estarem se proliferando e atingindo a população em geral. Elas incentivam, motivam, embelezam, dão um charme a mais para as provas e treinamentos.

Perceba você também os benefícios desta atividade.
 
 Melhora condicionamento aeróbico
 Melhora a auto-estima
 Melhora o sono
 Pode ser praticada em qualquer lugar
 Amplia o círculo de amizades
 
 
 Perda de peso
 Combate o stress
 Treinamento para concursos
 
Estamos no terceiro mês do ano ainda , e ao realizar a retrospectiva do ano que passou, é comum avaliarmos nossos erros e acertos, o que fizemos e o que deixamos de fazer. Sendo assim,  ressalto o quanto a corrida de rua cresceu no Brasil e no Mundo no último ano e acredito que este próximo prometa ainda mais, com algumas provas que já têm data marcada para estrear na capital pernambucana.

A mulher Corredora

Hoje a participação das mulheres em provas de corridas, tanto de longa distância como de distâncias mais curtas, é cada vez maior, não só no Brasil, como em vários países.  Dados comprovam que mais de 50% dos novos corredores são mulheres.

A participação oficial de mulheres em provas de corrida de longa distância é nova do ponto de visto histórico. Segundo Newsholme (2006), essa participação foi autorizada somente na década de 1970. A primeira maratona olímpica para mulheres aconteceu somente em 1984, em Los Angeles, e foi ganha pela norte-americana Joan Benoit Samuelson, que completou a prova em 2h24min52s.

Dessa maneira, tendo em vista o crescimento da participação feminina nas corridas, é necessário, em busca do melhor desempenho e diminuição dos riscos de lesões, a elaboração de treinamentos baseados nas características anatômicas e fisiológicas femininas, como:

Débito cardíaco - é 10% inferior ao masculino, diminuindo o volume sistólico, fazendo com que menos sangue oxigenado seja disponibilizado aos músculos.

Hemoglobinas – é 10% menor nas mulheres, de modo que o transporte de oxigênio também é menor.

Massa muscular e massa gorda – 30% menos de massa muscular que os homens e 10% a mais de gordura corporal: diferenças que acarretam em menor desenvolvimento de força muscular e maior sobrecarga.

Capacidade Vital – volume máximo de oxigênio utilizável nos pulmões é 10% menor, fazendo com que a quantidade de oxigênio absorvida também seja em menor quantidade.

Ciclo Menstrual – dados comprovam que aproximadamente 39% das mulheres competidoras de atividades de longa duração enfrentam ou já enfrentaram problemas relacionados ao ciclo menstrual (estresse fisiológico e psicológico, tensão, cólicas, queda de desempenho, falta ou atraso na menstruação).

Tendão de aquiles mais curto – importante para a impulsão durante a corrida.

Quadril mais largo – o aumento do osso do quadril diminui a eficiência mecânica porque mantém os joelhos mais próximos um do outro, como consequência, a mulher gasta mais energia para correr.

Seios Grandes – algumas mulheres evitam correr porque sentem um desconforto causado pelo tamanho dos seios, porém não há um impedimento para a prática da corrida a menos que sofram algum problema de coluna que possa ser agravado com o impacto das passadas. Recomendo um cuidado especial com a sustentação dos seios, procure modelos de “tops” que levem em conta a largura do ombro e também dos seios; outra dica é dar atenção especial para o fortalecimento dos músculos dorsais, que ajudam na manutenção da postura durante a corrida.

A crescente evolução feminina no esporte competitivo mostra que elas estão melhorando suas marcas e recordes muito mais rápido que os homens, embora devido às características fisiológicas e anatômicas mostrarem que seja improvável que elas alcancem ou até os superem. A justificativa mais aceita para explicar a diferença entre os sexos na evolução e melhora de perfomance nos esportes em geral seria a tardia inclusão das mulheres em atividade competitivas, a níveis de treinamento mais altos, e a hábitos de vida que favoreçam a melhora do seu rendimento.

Então, no que se refere a treinamento, você, “mulher“, não se preocupe se não alcança a velocidade e a força no treino comparando-se com aquele garoto que começou ontem e mesmo assim já corre em alta velocidade: ambos apresentam características físicas que resultam num rendimento físico diferente e inferior, porém o tempo de adaptação e percentual de progressão ao treinamento são muito similares.  O volume de treinamento também deve ser ajustado, flexível, o ciclo menstrual não deve ser deixado de lado, pois é importante  no planejamento dos treinamentos. Portanto, respeite a sua individualidade e peculiaridade: quando treinar com homens, evite comparações, utilize-os para motivação quanto a suas metas e perfomance.

A gravidez e os treinamentos

Certamente as grávidas devem tomar certas precauções, mas a cultura mostra que elas sempre foram instruídas a interromper as atividades extenuantes durante a gravidez, pois a diretriz principal era para manterem o ritmo cardíaco a 140 batimentos por minuto durante o exercício, e a corrida, em particular, sempre foi a grande vilã, pois se acreditava que estressava muito a mãe – e sacudia o bebê.

Entretanto, hoje se sabe que é possível correr, mesmo se estando grávida. Abaixo destaco até mesmo alguns pontos positivos acerca da corrida para as gestantes:

- Menos ganho de peso;

- Mais energia e melhora do humor e na atitude;

- Menos desconforto geral e dores nas costas;

- Melhor condicionamento físico para as mães durante o parto e o pós-parto;

- Trabalho de parto mais curto, com poucas complicações;

- Facilidade de perda de peso após o parto;

- Uma possível diminuição de incidência de bebês prematuros e com baixo peso.

Contudo, alguns cuidados e precauções devem ser tomados durante a gestação, como manter com regularidade o acompanhamento do médico e do nutricionista responsáveis pela gestação. Em 1990, o Colégio Americano de Obstetrícia e Ginecologia revisaram as orientações acerca dos exercícios, eliminando a taxa de batimentos cardíacos e o tempo de duração dos exercícios, e recomenda as grávidas a medirem seu esforço baseando-se no que sentem enquanto se exercitam, ou quando sentem cansaço.

Além disso, falando em treinamento, há a questão da postura. Algumas alterações ocorrem devido à sobrecarga gerada pelo peso da barriga para frente e para baixo, aliado à compensação para trás do tronco e da cabeça, alterando o centro de gravidade da  mulher. Procure manter os joelhos mais afastados um dos outros e levemente mais flexionados. Isso vai deixar sua passada mais curta e diminuirá também a chamada fase aérea (que é o instante em que os dois pés estão fora do chão), minimizado os desconfortos gerados pelas alterações na postura.

Resumo da gestação

Até o 3º mês – período mais frágil, cuidado com a força e intensidade nos treinos, reduza de 30 a 40% a intensidade dos treinos e o volume. Com isso, está diminuindo o impacto, a fase aérea e a frequência da passada.

4º ao 6º mês – fase mais tranquila, caso não exista patologia na mãe e no bebê, como dores ou crescimento reduzido da criança, aumente em 10% o volume de treino, mas não aumente a intensidade.

7º ao 9º mês – fase onde a barriga e o peso limitam os movimentos, momento gradual de redução da corrida, reduza em 50% o volume e a intensidade; caso sinta-se desconfortável, é hora de caminhar ou buscar o deep running (corrida na água).

As recomendações acima são indicadas para gestante que já praticavam corrida, caso você nunca correu e queira começar, porém é uma gestante, segure o ímpeto e espere seu bebê nascer.

Então fica a mensagem neste ano: se você ainda não começou, o que está esperando? Desejo muitos km de treino e provas para todos, e que a qualidade de vida proporcionada pela corrida consiga atingir muito mais pessoas em 2011.

A equipe www.acaoeaventura.com.br tem um programa para você. Escreva para nosso contato e aguarde que iremos orientá-los como você ira mudar sua vida para melhor.

Dê seu primeiro passo que o resto agente faz!

Bons Ventos!


                                        


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