Corrida de Rua: Falta de água durante o percurso tira o brilho da 8ª edição da Meia Maratona Cidade de João Pessoa.


A Superintendência de Transportes e Trânsito (STTrans)  montou um esquema especial de trânsito e transportes coletivos durante a realização, no ultimo domingo, dia 30 de agosto durante a da 8ª edição da Meia Maratona Cidade de João Pessoa, promovida pela Prefeitura de João Pessoa (PMJP).

A partir das 6 horas da manhã já tinham 45 intervenções feitas em pontos estratégicos das vias durante o tempo da corrida, que durou quatro horas.

Os agentes da STTrans realizam bloqueios parciais nas avenidas Rui Carneiro, Epitácio Pessoa e Monsenhor Odilon Coutinho, que teve a circulação de veículos fluindo apenas pela faixa da direita, formando uma fila indiana, o que deixou o trânsito lento.

Foram mobilizados 60 agentes de trânsito para monitorar o trajeto de 22 quilômetros. Foram disponibilizadas 21 viaturas, entre carros e motos, para apoiar o evento.

A largada da 8ª edição da Meia Maratona Cidade de João Pessoa fio na interdição de toda a área que dá acesso ao Busto de Tamandaré, em Tambaú, onde os atletas ficaram concentrados. A largada oficial da corrida aconteceu às 7h15,

As interdições realizadas no percurso foram liberadas simultaneamente à passagem dos atletas durante a prova, evitando transtornos desnecessários à população.


Cerca de 750 atletas disputaram a 8ª Meia Maratona de João Pessoa numa manha de sol forte e temperatura de 26 graus C.A Secretaria de Juventude, Esporte e Recreação (Sejer) foi a organizadora oficial da prova. A área em frente ao Busto de Tamandaré foi montada a arena do evento e segundo o secretário adjunto de Esportes, Ricardo Prado, o percurso e o trajeto sofreram poucas modificações com relação a prova do ano passado, permanecendo com um total de 21.097 quilômetros. A grande novidade foi a inclusão da passagem pela Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes.


Após a largada os atletas seguiram em direção ao Hotel Tambaú, subiram pela Avenida Rui Carneiro (sentido centro) e entraram na Avenida Epitácio Pessoa, na altura do antigo Posto Free Way. Na Epitácio (sentido praia-centro) fizeram o retorno no semáforo em frente ao Royal Trade Center e seguiram novamente pela Epitácio Pessoa (sentido centro-praia) até a Localiza, entrando na Avenida Juiz Amaro Bezerra.



No final da Juiz Amaro Bezerra entraram à direita na Avenida Cairú e imediatamente à esquerda na rua Francisco C. Araújo, pegando o final da Beira-Rio, após o girador do Altiplano.


Na Beira-Rio (sentido praia) os atletas entraram à direita na Avenida Cabo Branco em direção a Estação Ciência.  

Na Estação Ciência fizeram


o retorno e segiram pela Avenida Cabo Branco até o Busto de Tamandaré (chegada).

"A 8ª Meia Maratona já é tradição na cidade e o objetivo das mudanças feitas na competição foi dar mais chances para os atletas locais”, disse Ricardo Prado.

Durante todo o percurso, agentes da Superintendência de Transporte e Trânsito (STTrans), equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Guarda Municipal, Autarquia Municipal de Limpeza Urbana (Emlur), além da Escola de Enfermagem Santa Emília de Rodat, deram suporte para atletas e espectadores, mas fica uma nota negativa para os organizadores da prova que não calcularam muito bem a quantidade de água potável quer deveriam ser distribuídas nos pontos de hidratação durante o percurso deixando os atletas sem água apartir do km 14, o que alem de provocar indignação dos atletas, colocou em risco a vida dos participantes.


A FALTA DE AGUA NO PERCURSO: A parte negativa da prova!!!

Como o asfalto da cidade aumenta a sensação de calor, justamente por isso a organização teria que calcular de forma correta a quantidade necessária para a normal e segura hidratação dos participantes.



Aproveito a matéria, para esclarecer que o cálculo utilizado para hidratação de provas tem que obedecer a estatísticas disponibilizada pelos órgãos oficiais reguladores de corridas de rua como a Confederação Brasileira de Atletismo (responsável pela emissão de alvarás para realização de provas dependendo de sua classificação no calendário nacional), recomendando 2 copos de água por atleta por posto, quantidade que não foi disponibilizada pela prova.


Ainda vale ressaltar que a água desempenha um papel fundamental em nossas vidas. Além de representar cerca de 60% do total de nossa massa corporal, ela participa de diversas funções: transporte de nutrientes e gases, regulação de temperatura corpórea, eliminação de resíduos, entre outros.


Em condições normais existe um equilíbrio dinâmico entre a quantidade de água que é ingerida (líquidos, alimentos, proveniente do metabolismo) e a que é eliminada (urina, transpiração, respiração)


O exercício físico desequilibra essa balança. A perda de água por meio do suor e da respiração é maior, ainda mais quando o esforço é realizado em climas quentes. Ambientes com muita umidade também prejudicam a evaporação do suor, dificultando o controle da temperatura corporal.

Mesmo com a falta de água durante o percurso a prova teve um bom nível de organização: “ A organizacao teve a intenção de prestigiar e mostrar os pontos históricos de João Pessoa. Valorizar uma região também faz parte da proposta das Corridas de Rua que sempre realizadas nas cidades por todo o mundo”, acredita Ricardo Dubeux, Presidente do GRUCRRE-Grupo Corredores de Rua do Recife.

Em nome do GRUCRRE agradeço ao Ambassador Flat, na pessoa do Dr. Inácio Junior pela carinhosa e calorosa acolhida.



        
        


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