Corredores de Rua realizam 1h30 de Cross Country em Mata Atlântica

Para celebrar a vida e o crescimento da prática de corrida de rua na nossa cidade, o Grupo Corredores de Rua do Recife, que treina diariamente com saída na Barraca 24 da Avenida Boa Viagem, sob a orientação do Professor Haroldo Cruz, Campeão Recordista dos 400m, 800m, 1500m e 5000m Pernambucano; 1° Campeão Norte Nordeste dos 800m em Natal – RN/1977; 4° Lugar no Mundial Juvenil no México em 1978 nos 800m; Tetra Campeão Paulista Universitário pela UNIFEC São Paulo; Bi-Campeão Brasileiro Universitário dos 800m em Recife, 82 e 83 Belo Horizonte; 4° Lugar no troféu Brasil de atletismo em 82, 83, 84 todos em São Paulo Ibirapuera. O grupo realizou um Long Slow Light, ou Cross Country Light pelas matas da Várzea- Região Metropolitana do Recife.

Histórico do Cross Country

Corrida a corta-mato, apenas corta-mato, cross ou crosse é um desporto de equipa em que os atletas competem numa corrida em terreno aberto ou acidentado. Difere de corrida em estrada ou corrida em pista principalmente no percurso, que poderá incluir relva, lama, mata ou água, e no sistema de classificação. As equipas são compostas de entre cinco a sete corredores. É um dos desportos mais participativos e tem lugar normalmente no outono/inverno.

O corta-mato é um desporto originariamente inglês criado no início do século 19. Era então, no entanto, um desporto completamente diferente do atual, conhecido por "caça ao papel". Um grupo de corredores seguia um percurso escolhido aleatoriamente e deixava cair no chão marcas de papel enquanto corria. O grupo rival deveria ir em encalço do primeiro, seguindo os rastos marcados pelos papéis. Era um desporto praticado principalmente por universidades, como as de Cambridge e de Oxford.

Com o tempo, contudo, o desporto progrediu tornando-se no que é hoje. Apesar da popularidade internacional do corta-mato, este foi excluído dos Jogos Olímpicos após 1924 dado ser um desporto impróprio para o verão. Em 1960, a Associação Internacional das Federações de Atletismo (IAAF), que regulamenta a corrida a corta-mato, permitiu pela primeira vez a participação de mulheres.

O nosso Cross Country

A concentração foi marcada por José Gomes, O Zezinho, as 5h30, no “escritório”, localizado na Barraca de Côco número 24 da Avenida Boa Viagem. Acordei as 4h30 e percebi que estava chovendo muito.Pensei: Será que a mocada vai encarar? Como sou viciado por aventura, fui tomar meu café da manhã, ou melhor preferi fazer uma vitamina com banana com um chack de baunilha da Herbalife(não é propaganda não...kkkkkk). pãos esse desjejum light peguei minha sacola e fui em direção ao nosso ponto de encontro.E tome chuva!!!!

Fui dirigindo, ainda com os faróis acessos, devido ao temporal que caia neste momento...e ainda pensava: Vou la e não vai ter ninguém...Que vou fazer? Correr sozinho na avenida...????Debaixo de chuva???? Bem, desisti do pensamento e ainda torcia para encontrar a moçada no point...
Ao chegar  no local, o que eu temia se confirmou:NINGUÉM havia chegado!!!!Olhei o relógio-frequecimetro e vi que faltavam 2 minutos ainda para o horário marcado, ou seja eram 5h28.olhei para o retovisor e vi um carrão preto se aproximado e parando na minha frente...Era o amigo e vibrador Yuri Costa Romão.Senti um alívio e uma grande felicidade pois vi que a turma não iria furar...Não demorou 5 minutos e la estavam os cinco carros dos integrantes da aventura: Célia Young,Maria Conceição, José Gomes(Zezinho) e do nosso técnico e professor Haroldo cruz.

Ficamos a espera de José luiz e Mixu, que acordado por Haroldo falou que não iria encarar o desafio aquático....Decidimos então nos dirigirmos ao local de saida na Várzea.
A chuva continuava e fui conversando com o amigo yuri sobre negócios e outros assuntos...Foi divertido e serviu de momento de relaxar e esquecer um pouco a chuva...
Chegamos na Oficina com o nome do artista plástico Francisco Brennand, que após completar os  estudos colegiais, teve o incentivo da família para cursar a Faculdade de Direito e suceder o pai na direção dos negócios da família. Desistiu, no entanto, e dedicou-se à carreira artística certamente influenciado pelo convívio que tinha com os artistas Abelardo da Hora, Álvaro Amorim, e outros. Inicialmente no Recife tendo, em l947, tirado o primeiro lugar no Salão do Museu do Estado. Em 1971, depois de uma visita às ruínas semi-abandonadas  da Cerâmica São João da Várzea, empresa fundada pelo seu pai em 1917 e desativada desde 1945, onde eram  produzidas telhas e tijolos, resolveu ali instalar seu ateliê/oficina aproveitando os enormes galpões existentes e desativados.

Apos alguns minutos de contemplação das belezas e da atmosfera mágica do lugar, fomos chamados pelo mestre Haroldo Cruz para iniciamos os trabalhos de alongamento.Depois de uns 10 minutos recebemos o sinal verde para o nosso LSD(Long Slow Distance) através da estrada de barro, ou melhor de lama...KKKK!!!

O Cross Country teve saida da Oficina Francisco Brennand, em direção a pista asfaltada e voltamos, fomos para uma trilha paralela ao rio Capibaribe e depois encaramos a trilha oeste que margeia o açude principal. A região, denominada Várzea, dista 16 km da cidade do Recife e situa-se à beira do Rio Capibaribe, havendo exuberante mata atlântica.
A area é naturalmente linda e oferece um cenário maravilhoso para a prática do esporte. “Resolvemos encarar e  organizar este momento aqui para que o nosso grupo pudesse comemorar a vida de uma forma bem saudável e em contato com esta exuberante natureza” - afirmou Zezinho, organizador da prova , sempre ao lado da esposa, Maria Conceição, uma corredora super entusista e incentivadora das ideias do maridão aventureiro.

Foi uma manhã inesquecível, onde trocamos o notebook pela frequecimetro e o telefone via satélite pela disposição.Levei minha câmera digital  para tentar registrar os momentos que sentimos na pele.Foi uma verdadeira corrida de aventura. Depois de 1h30, reunimos aprendizados  vitais para quem quer experimentar a qualidade de vida através da prática dos esportes outdoor.

Sentir na pele o que é uma Cross Country pode ser uma paixão a primeira corrida. Bom senso, paciência, força,  preparo físico e, principalmente, companheirismo, são alguns dos requisitos básicos para fazer parte desta atividade, feita sob medida, para quem sempre quis participar do esporte mas não tinha como testar os próprios limites.

Durante o LSD, tivemos o ponto máximo quando ainda chovendo, optamos por encarar um novo desafio e fazer a travessia pelo mato. Subimos e descemos um morro, em trilha, no meio da Mata atlântica e vegetação bem fechada. O saldo desta fase da nossa atividade foram as emoções, e fizeram cada um de nós voltar a ser criança novamente, atolando os sapatos na lama, escorregando nas ladeiras.Uma delicia!!!

Enfatizo que as pessoas precisam incorporar no seu programa de treinamento os Cross Country, fundamental para o bem-estar físico e mental das pessoas.A empresaria Célia Young, foi uma das participantes que conseguiu completar o percurso sem qualquer dificuldade. “Participo de corridas diariamente, hoje tenho saúde de adolescente”, brincou.

Ao final ficou a vontade de que a semana passe bem rápido e que sábado chegue logo, pois ja temos um outro Cross acertado desde ja, dessa vez em Aldeia.Será maravilhoso!!!

Valeu moçada e obrigado a Deus pelos momentos indiscritíveis e inesquecíveis que vivi ao lado dos companheiros José Gomes, Maria Conceição,Yuri Romão, Célia Young e o nosso Orientador e mestre Haroldo Cruz.

Bons Ventos!!!
Ricardo Dubeux

                                                
                                                

Voltar
____Topo____Adiante
Notícias - Home
 









Todos os direitos reservados à www.acaoeaventura.com.br