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Agenda Ambiental: Festas Juninas - Perigos e Cuidados
Principalmente nesta época do ano, as pessoas e povos tradicionais nos interiores do país possuem o típico costume de acender fogueiras e soltar fogos de artifícios. Esta atividade aumenta em 50% a incidência de pacientes com queimaduras nos hospitais de todo o Brasil.
Acontece por ano no Brasil cerca de um milhão de acidentes com queimaduras, destes, em torno de 200 mil são notificados pelos hospitais e 10 mil se tornam vítimas. Das pessoas atendidas anualmente, 40% estão na faixa entre 3 a 12 anos de idade. |
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Bombeiros alertam para os perigos da época
Os fogos que embelezam os festejos juninos podem tirar o brilho da festa se não forem bem manuseados. Essa é um dos principais pontos abordados na campanha preventiva que o Corpo de Bombeiros da Paraíba esta realizando neste período.
A corporação está realizando uma campanha com dicas preventivas sobre a utilização de fogos de artifício e montagens das tradicionais fogueiras em homenagem aos santos da época.A importância é evitar as queimaduras de pele ou até mesmo a mutilação e amputação de membros corporais causadas pelo uso incorreto dos fogos de artifício e fogueiras. As estatísticas comprovam que os acidentes provocados por fogos de artifícios causam em sua maior parte mutilações e não queimaduras, tendo em vista que os acidentes maiores são provocados com artefatos explosivos deixam sequelas permanentes no corpo.
Nesse período de festejos juninos, não se deve permitir que crianças brinquem ou soltem fogos nem balões não indicados para a sua faixa etária. É mais prudente deixá-las sempre distantes das fogueiras. Com relação aos adultos, eles precisam seguir as orientações dos fabricantes e não utilizar bebidas alcoólicas na hora de manusear os fogos. Orientamos a população para que somente façam as fogueiras de São João e São Pedro em locais isolados, e devidamente afastados da vegetação e rede elétrica. Também é importante manter o cuidado na limpeza das brasas que ficam no dia seguinte para evitar a possibilidade de possíveis focos de incêndio.
O quadro torna-se ainda mais preocupante quando consideramos o desconhecimento da população em relação aos problemas envolvendo a queimadura e suas conseqüências.
Precauções: Dicas de Segurança - Fogos de Artifício e Balões
Fogos de Artifício
Não permita que seus filhos adquiram fogos de artifício,acidentes graves podem acontecer com crianças ou adultos que transportam e utilizam fogos de artifícios de forma irregular.
Nunca transporte estes artefatos nos bolsos, pois, se eles se inflamarem, você certamente será atingido
O perigo dos fogos de artifício é indiscutível. Se uma bombinha explodir nas mãos de uma criança ou próximo de seus olhos, poderá causar mutilação ou cegueira.
Deixar caixas de fósforos e/ou isqueiros ao alcance da crianças é uma imprudência. A atração que o fogo exerce sobre as crianças pode ter conseqüências extremamente danosas
Balões
Você sabia que de acordo com a nova Lei de Crimes Ambientais, Lei Nº 9.065, de fevereiro de 1998, não somente soltar balões agora é "crime", como também fabricar, vender ou transportar. A pena prevista é de detenção de um a três anos ou multa, ou ambas as penas cumulativamente.
Não solte balão. Ele pode causar muitos estragos, por isso é proibido.
O balão pode cair aceso em florestas, residências e indústrias, produzindo grandes prejuízos patrimoniais, ameaça ao nosso meio ambiente e até mesmo colocando a integridade física e a vida das pessoas em risco.
A brincadeira de alguns pode ser a tristeza de muitos. Entre os inúmeros contratempos que representam, os balões podem ainda oferecer sérios riscos à aviação, principalmente, às pequenas aeronaves.
Soltar Balões Agora é Crime! |
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Atenção: A maior causa de queimaduras hoje, no País, é por líquidos superaquecidos (60%) e 30% delas com álcool. Para maior prevenção, foram definidos dez mandamentos básicos para evitar acidentes: |
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Símbolos da Festa Junina: você conhece? (Prof. Lusmar Paz)
Você conhece a origem dos símbolos da festa junina? fogueira? balões? mastro de São João? quadrilha? Abaixo oferecemos a você um artigo explicativo.
"Festa juninas ou santos populares são uma celebração brasileira e portuguesa, de origem européia. Historicamente, está relacionada com a festa pagã do solstício de verão, que era celebrada no dia 24 de junho, segundo o calendário juliano (pré-gregoriano) e cristianizada na Idade Média como "festa de São João".
Ela festeja no Brasil importantes santos católicos:
Santo Antônio (13 de junho)
São João (24 de junho)
São Pedro (29 de junho)
São Paulo (29 de junho)
São Marçal (30 de Junho)
Em Portugal, estas festas são conhecidas pelo nome de santos populares e correspondem a diferentes feriados municipais: Santo António, em Lisboa, São Pedro no Seixal, São João, no Porto, em Braga e em Almada.
No Brasil, recebeu o nome de junina (chamada inicialmente de joanina, de São João), porque acontece no mês de junho. Além de Portugal, a tradição veio de outros países europeus cristianizados dos quais se oriundam as comunidades de imigrantes, chegados a partir de meados do século XIX. Ainda antes, porém, a festa já tinha sido trazida para o Brasil pelos portugueses e logo foi incorporada aos costumes das populações indígenas e afro-brasileiras.
Festas de São João são ainda celebradas em alguns países europeus católicos, protestantes e ortodoxos (França, Portugal, Irlanda, os países nórdicos e do Leste europeu). As fogueiras de São João e a celebração de casamentos reais ou encenados (como o casamento fictício no baile da quadrilha nordestina) são costumes ainda hoje praticados em festas de São João européias.
A festa de São João brasileira é típica da Região Nordeste. Por ser uma região árida, o Nordeste agradece anualmente a São João, mas também a São Pedro, pelas chuvas caídas nas lavouras. Em razão da época propícia para a colheita do milho, as comidas feitas de milho integram a tradição, como a canjica e a pamonha.
O local onde ocorre a maioria dos festejos juninos é chamado de arraial, um largo espaço ao ar livre cercado ou não e onde barracas são erguidas unicamento para o evento, ou um galpão já existente com dependências já construídas e adaptadas para a festa. Geralmente o arraial é decorado com bandeirinhas de papel colorido, balões e palha de coqueiro. Nos arraiás acontecem as quadrilhas, os forrós, leilões, bingos e os casamentos matutos… |
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Origem da fogueira
Fogueira de São João em Mäntsälä na Finlândia. Fogueiras de São João são bastantes populares na Finlândia, onde parte da população passa o dia de São João ("Juhannus") no campo ao redor das cidades em festejos (por causa do elevado consumo de bebidas alcoólicas, a porcentagem de acidentes e intervenções policiais no São João finlandês é comparável à do Carnaval brasileiro). |
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De origem européia, as fogueiras juninas fazem parte da antiga tradição pagã de celebrar o solstício de verão. Assim como a cristianização da árvore pagã "sempre verde" em árvore de natal, a fogueira do dia de "Midsummer" (24 de Junho) tornou-se, pouco a pouco na Idade Média, um atributo da festa de São João Batista, o santo celebrado nesse mesmo dia. Ainda hoje, a fogueira de São João é o traço comum que une todas as festas de São João européias (da Estônia a Portugal, da Finlândia à França). Estas celebrações estão ligadas às fogueiras da Páscoa e às fogueiras de Natal.
Uma lenda católica cristianizando a fogueira pagã estival afirma que o antigo costume de acender fogueiras no começo do verão europeu tinha suas raízes em um acordo feito pelas primas Maria e Isabel. Para avisar Maria sobre o nascimento de São João Batista e assim ter seu auxílio após o parto, Isabel teria de acender uma fogueira sobre um monte. |
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O uso de balões
O uso de balões e fogos de artifício durante São João no Brasil está relacionado com o tradicional uso da fogueira junina e seus efeitos visuais. Fogos de artifício manuseados por pessoas privadas e espetáculos pirotécnicos organizados por associações ou municipalidades tornaram-se uma parte essencial da festa no Nordeste e em outras partes do Brasil. Os fogos de artifício, segundo a tradição popular, servem para despertar São João Batista (fogos de artifício podem ser perigosos, por isso tome muito cuidado!!). |
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Os balões, no entanto, constituem atualmente uma prática proibida por lei devido ao risco de incêndio (não solte balões!!! no Brasil eles são proibidos e podem tirar vidas inocentes!!!). Os balões serviam para avisar que a festa iria começar; eram soltos de cinco a sete balões para se identificar o início da festança.
Durante todo o mês de junho é comum, principalmente entre as crianças, soltar bombas e estalinhos. |
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O mastro de São João
O mastro de São João, conhecido em Portugal como o mastro dos Santos Populares, é erguido durante a festa junina para celebrar os três santos ligados a essa festa. No Brasil, no topo de cada mastro são amarradas em geral três bandeirinhas simbolizando os santos (São João, São Pedro e São Paulo). Tendo hoje em dia uma significação cristã bastante enraizada e sendo, entre os costumes de São João, um dos mais marcadamente católico, o levantamento do mastro tem sua origem, no entanto, no costume pagão de levantar o "mastro de maio", ou a árvore de maio, costume ainda hoje vivo em algumas partes da Europa.
Além de sua cristianização profunda em Portugal e no Brasil, é interessante notar que o levantamento do mastro de maio em Portugal passou a ser erguido em junho e a celebrar as festas desse mês (o mesmo fenômeno também ocorrendo na Suécia, onde o mastro de maio, "majstången", de origem primaveril, passou a ser erguido durante as festas estivais de junho, "Midsommarafton"). O fato de suspender milhos e laranjas ao mastro de São João parece ser um vestígio de práticas pagãs similares em torno do mastro de maio. Hoje em dia, um rico simbolismo católico popular está ligado aos procedimentos envolvendo o levantamento do mastro e os seus enfeites. |
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Quadrilha
A quadrilha brasileira tem o seu nome de uma dança de salão francesa para quatro pares, a "quadrille", em voga na França entre o início do século XIX e a Primeira Guerra Mundial. A "quadrille" francesa, por sua parte, já era um desenvolvimento da "contredanse", popular nos meios aristocráticos franceses do século XVIII. A "contredanse" se desenvolveu a partir de uma dança inglesa de origem campesina , surgida provavelmente por volta do século XIII, e que se popularizara em toda a Europa na primeira metade do século XVIII.
A "quadrille" veio para o Brasil seguindo o interesse da classe média e das elites portuguesas e brasileiras do século XIX por tudo que fosse a última moda de Paris (dos discursos republicanos de Gambetta e Jules Ferry, passando pelas poesias de Victor Hugo e Théophile Gautier até a criação de uma academia de letras, dos belos cabelos cacheados de Sarah Bernhardt até ao uso do cavanhaque).
Ao longo do século XIX, a quadrilha se popularizou no Brasil e se fundiu com danças brasileiras pré-existentes e teve subsequentes evoluções (entre elas o aumento do número de pares e o abandono de passos e ritmos franceses). Ainda que inicialmente adotada pela elite urbana brasileira, esta é uma dança que teve o seu maior florescimento no Brasil rural (daí o vestuário campesino), e se tornou uma dança própria dos festejos juninos, principalmente no Nordeste. A partir de então, a quadrilha, nunca deixando de ser um fenômeno popular e rural, também recebeu a influência do movimento nacionalista e da sistematização dos costumes nacionais pelos estudos folclóricos…
O nacionalismo folclórico marcou as ciências sociais no Brasil como na Europa entre os começos do Romantismo e a Segunda Guerra Mundial. A quadrilha, como outras danças brasileiras tais que o pastoril, foi sistematizada e divulgada por associações municipais, igrejas e clubes de bairros, sendo também defendida por professores e praticada por alunos em colégios e escolas, na zona rural ou urbana, como sendo uma expressão da cultura cabocla e da república brasileira. Esse folclorismo acadêmico e ufano explica duma certa maneira o aspecto matuto rígido e artificial da quadrilha.
Hoje em dia, entre os instrumentos musicais que normalmente podem acompanhar a quadrilha encontram-se o acordeão (acordeom), pandeiro, zabumba, violão, triângulo e o cavaquinho. Não existe uma música específica que seja própria a todas as regiões. A música é aquela comum aos bailes de roça, em compasso binário ou de marchinha, que favorece o cadenciamento das marcações.
Em geral, para a prática da dança é importante a presença de um mestre "marcante" ou "marcador", pois é quem determina as figurações diversas que os dançadores devem desenvolver. Termos de origem francesa são ainda utilizados por alguns mestres para cadenciar a dança.
Os participantes da quadrilha, vestidos de matuto ou à caipira, como se diz fora do nordeste (indumentária que se convencionou pelo folclorismo como sendo a das comunidades caboclas), executam diversas evoluções em pares de número variável. Em geral o par que abre o grupo é um "noivo" e uma "noiva", já que a quadrilha pode encenar um casamento fictício. Esse ritual matrimonial da quadrilha liga-a às festas de São João européias que também celebram aspirações ou uniões matrimoniais. Esse aspecto matrimonial juntamente com a fogueira junina constituem os dois elementos mais presentes nas diferentes festas de São João da Europa." |

“Queimaduras, marcas que ficam para sempre” |
Campanha lançada pelo Corpo de Bombeiros, Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa e Campina Grande alerta à população sobre o uso de fogos de artifícios, fogueiras e de balões.
Nesta junina e clima frio aumentam o índice de pacientes que dão entrada com queimaduras sazonais nos hospitais da Região de Pernambuco e Paraíba. O uso de fogueiras, balões e fogos de artifício nas comemorações aos santos da época e mesmo o uso de álcool dentro de casa para acender as tradicionais fogueiras e de líquidos quentes para o preparo das comidas típicas, acabam propiciando o aparecimento de queimaduras que ocorrem neste período do ano. Só no Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa, o número ocorrências chega a aumentar consideravelmente. Crianças são comprovadamente as vítimas mais fáceis. A frequência de acidentes com fogos no período junino fica acima de 20%.
Sempre no período que compreende as festas juninas na Paraíba e Pernambuco, as Unidades de Tratamentos de Queimados registram um aumento de queimados e constatou que a maior parte dos acidentes acontece com crianças; daí a necessidade de se redobrar os cuidados.
"São queimaduras provocadas por líquidos, sendo em sua maior parte da culinária referente ao período junino, a exemplo da água do cozimento da pamonha, da massa quente da canjica, entre outras", revelou. Além das queimaduras o médico disse que o consumo dos fogos de artifícios tem uma particularidade, porque é nesse período junino que o uso deles aumenta em relação ao período no decorrer do ano. Em caso da ocorrência da queimadura, o médico Saulo Montenegro, coordenador da UTQ, orienta a população que o procedimento correto é molhar a área afetada com água fria, em seguida envolver a região com pano limpo e ingerir analgésico para aliviar a dor. Não se deve romper as bolhas e a área queimada deve ser protegida com um pano limpo. O uso de margarina, creme dental, entre outros produtos, não é recomendável. Em seguida, o ferido deve ser encaminhado imediatamente ao Centro de Tratamento de Queimados do Hospital de Trauma, que é a única instituição do Estado credenciada pelo Ministério da Saúde para o tratamento de queimaduras de alta complexidade.
Ano passado, a UTQ registrou 1.303 casos de queimaduras, sendo 789 casos de queimaduras pequenas, 323 de médias e 191 de grandes queimaduras. De acordo com o Trauma, no dia-a-dia os agentes que mais causam acidentes são líquidos quentes, chamas, choque elétrico, álcool e produtos químicos. No período junino, os riscos de queimaduras com fogos de artifício aumentam.
Campina Grande
Por conta do período junino em que crescem os casos provocados por fogos de artifício, bem como pela tradição de acender fogueiras, o Hospital Regional de Emergência e Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes, numa ação de sua Unidade de Queimados, iniciou uma campanha de prevenção a queimaduras. Nos mesmos moldes do Trauma da Capital, o trabalho é realizado durante todo este mês, como forma de alertar as pessoas para o perigo que é soltar fogos de artifício sem o devido cuidado.
De acordo com a coordenadora do setor de queimados, a médica Teodora Araújo, cerca de 70% das ocorrências de fogos de artifícios envolvem crianças. Estatisticamente, as principais queimaduras acontecem entre os dias 12, 24 e 28 de junho, respectivamente, vésperas dos dias de Santo Antônio, São João e São Pedro, quando o nordestino mantém o costume de acender fogueiras.
Por isso, a Unidade de Queimados do Hospital Regional que também é referência em todo o Estado, está com a campanha educativa. Também foi reforçado o estoque de medicamentos para o período junino. Em anos anteriores, as estatísticas chegaram a preocupar os médicos. Em junho de 2008, por exemplo, o setor atendeu 82 pessoas. Desse total, 42 foram vítimas de queimaduras por fogos. No mesmo período de 2007, 55 pessoas deram entrada e dessas 16 queimadas por fogos e fogueiras. Em 2006, a unidade internou 45 pessoas, sendo 17 vítimas de queimaduras por fogueira.
Casos são resultados de manuseio de fogo, choque, álcool e químicos
De acordo com dados da UTQ, do total de atendimentos deste ano, 260 casos foram de pequenas queimaduras, 87 do tipo média e 58 de grandes proporções. Este ano, quatro pessoas morreram vítimas desse problema e uma pessoa deu entrada com queimadura causada por uma bomba.
Ano passado, a UTQ registrou 1.303 casos de queimaduras, sendo 789 casos de queimaduras pequenas, 323 de médias e 191 de grandes queimaduras. De acordo com o Trauma, no dia-a-dia os agentes que mais causam acidentes são líquidos quentes, chamas, choque elétrico, álcool e produtos químicos. No período junino, os riscos de queimaduras com fogos de artifício aumentam.
De acordo com a coordenadora do setor de queimados, a médica Teodora Araújo, cerca de 70% das ocorrências de fogos de artifícios envolvem crianças. Estatisticamente, as principais queimaduras acontecem entre os dias 12, 24 e 28 de junho, respectivamente, vésperas dos dias de Santo Antônio, São João e São Pedro, quando o nordestino mantém o costume de acender fogueiras.
Em anos anteriores, as estatísticas chegaram a preocupar os médicos. Em junho de 2008, por exemplo, o setor atendeu 82 pessoas. Desse total, 42 foram vítimas de queimaduras por fogos. No mesmo período de 2007, 55 pessoas deram entrada e dessas 16 queimadas por fogos e fogueiras. Em 2006, a unidade internou 45 pessoas, sendo 17 vítimas de queimaduras por fogueira. |
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